ARTIGOS DE LIDERANÇA

CEPE 2011



 

TEN MB GEOVANNA DO NASCIMENTO MACEDO

 A LEI DO RESPEITO

 A palavra liderança tem adquirido cada vez mais espaço nos centros acadêmicos e nas empresas. O tema prima pela excelência da administração do líder, que necessita ter características marcantes, natas ou desenvolvidas, para ter controle da empresa e a colaboração dos funcionários. Esses últimos, por sua vez, trabalham seguindo as instruções de seu superior, baseados na confiança passada por ele, levando todas as pessoas a atingirem objetivos comuns. Uma dessas características é o respeito, que é definida pelo escritor John Maxwell no livro As 21 Irrefutáveis Leis da Liderança da seguinte forma: “As pessoas não seguem os líderes por acaso. Seguem aqueles cuja liderança é respeitada. As pessoas são atraídas por líderes melhores do que elas. Se os homens respeitam alguém como pessoa, admiram-na...”

Essa palavra define bem o porquê das pessoas seguirem certos líderes, acatando, no mais puro sentido, as ordens ou determinações de seus líderes com boa vontade. Um bom exemplo para ser testar a liderança de um líder é implementando uma grande mudança na empresa. O resultado dessa transformação é proporcional ao respeito que os funcionários têm para com ele, já que somente aqueles que despertam admiração serão seguidos sem qualquer resistência. De acordo com John Maxwell “o maior teste para o respeito vem quando o líder implanta uma mudança importante numa organização”.

Devido a esse poder de influência voluntária, e não poder coercitivo, é fácil encontrarmos modelos de respeito à liderança se olharmos com mais apuro para determinadas situações. Na natureza, por exemplo, nos deparamos com uma matilha de cães selvagens. Quem é o chefe? Certamente, será o animal mais forte. E em uma empresa, quem é o destaque? Seguramente, podemos afirmar que a pessoa que possui mais força, inteligência e poder pessoal será o líder e, provavelmente, o mais estimado também.

Portanto, o respeito é um valor que dá sustentação a qualquer líder, é o mais básico de todos os valores. Sem este conceito não há liderança que se sustente por muito tempo e a ideia desse comando necessita estar nítida para todos, como diz a escritora Clarence B. Randall: “o líder precisa saber, precisa saber que sabe e precisa ser capaz de deixar isso bem claro para os outros.”

BIBLIOGRAFIA:

 http://www.icnews.com.br/2010.06.01/negocios/livros-de-negocios/resenha-as-21-irrefutaveis-leis-da-lideranca/

http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/as-21-leis-da-lideranca-7-a-9-john-c-maxwell/52826/


ENGENHEIRO AGRÔNOMO CLEITON LIN OLIVEIRADA SILVA

  

A  LEI  DA  REPRODUÇÃO

 

Entende-se por liderança, a competência e habilidade de influenciar as pessoas, no sentido de construir um comportamento e ou ações que visam atingir objetivos em comum. Diante do exposto pode-se dizer que o líder tem a tarefa de assegurar que seus seguidores exerçam responsabilidades a eles atribuídas com compromisso.

 

Segundo James C. Hunter “Liderança não é o que se faz, mas o que se é. Liderança é influência.” E, a afirmativa permite interpretar que somos todos líderes, contudo, com responsabilidades distintas. Judith Bardwich afirma que as pessoas são líderes à medida que criam seguidores, para a escritora a liderança não é intelectual ou cognitiva, liderança é emocional, pois: geram confiança, certeza, ação, força, método, coragem, otimismo e convicções.

 

Buscando o conceito de reprodução, temos de acordo com Aurélio Buarque de Holanda como o “Ato ou efeito de reproduzir”, associando ao que diz a Lei da Reprodução: “Só um líder pode treinar outro líder”, podemos afirmar que no processo de construção de conhecimento, sobretudo o da socialização de informações na perspectiva de contribuir com a formação de novos líderes há a reprodução de conhecimento.

 

Para Alfred Whintehead, o conhecimento que não é aplicado não tem significado, por isso os líderes deverão ter a capacidade de compartilhar poder, além de permitir e incentivar o florecimento de novas lideranças. Sendo assim é tarefa do líder assegurar que as pessoas possam exercer responsabilidades.

 

Conclui-se que oportunizar as pessoas a se desenvolverem nas organizações com capacitação, e com informações que supram as demandas de trabalho e permite atingir as performances desejadas, entretanto a implementação de estratégias que fomentam a complementação dos conhecimentos e experiências aos indivíduos de determinada equipe certamente trará resultados de qualidade.

 

“O mestre é mestre, o discípulo é discípulo. Mas o mestre é também discípulo. O discípulo é igualmente o mestre” TAISEN DESHIMARU.

 


COMUNICÓLOGO GILSON CABRAL MOSCA

  

COMO PASSAR DE CHEFE PARA LÍDER

 

 Passar de chefe a líder tem sido um dos grandes desafios organizacionais no que se refere à liderança. As organizações tem percebido isto e, muitas delas deixaram de lado ou estão deixando o velho organograma verticalizado, similar ao clássico modelo igreja-militar, para adotar um modelo mais dinâmico, de forte influência nos esportes.

A influência pode ser percebido através da apropriação da liderança de expressões  como coaching (treinamento), foi usada originalmente nos esportes para denominar a atividade da pessoa que ajuda um atleta a treinar e a melhorar. Desde então, a idéia se espalhou a todos os outros campos da vida. 

Hoje, inspiradas no mundo dos esportes, as estruturas estão cada vez mais horizontais. Projetos são implementados e problemas são solucionados pelas equipes multifuncionais, onde cada membro contribui com a sua especialidade, como os grandes times de futebol, basquete, vôlei etc... 

A comparação com a área esportiva é quase inevitável. O estilo de liderar encontrou no esporte o modelo ideal: a figura do líder. 

Líder é o papel que uma pessoa assume quando se compromete a apoiar alguém a atingir determinadas metas. Ele não se compromete apenas com os resultados, mas também com o ser humano. A função do líder é dar poder para que cada pessoa produza, transforme suas intenções em ações, que por sua vez, traduzam resultados. É essencialmente empowerment, para que o outro adquira competências, promova mudanças e, principalmente, transforme-se. É um compromisso com a pessoa, acompanhando sua evolução, dando-lhe suporte nos momentos difíceis e estimulando-a a avançar. 

Gandhi nos ajuda a perceber a importância da liderança quando diz: “Sejamos a mudança que queremos ver no mundo” ser transformador é uma diferença fundamental a o novo líder, que não é valorizado só pelo seu potencial individual, mas o que ele consegue que as pessoas façam e a sua capacidade para descobrir o talento oculto das pessoas. 

Apesar de todas as considerações feitas até aqui, o verdadeiro líder ainda é uma figura difícil de ser encontrada nas empresas. Ele não é necessariamente o chefe, mas alguém que tem talento para orientar pessoas.

 A mudança não é uma tarefa fácil, pois ainda se destaca a cultura do "manda quem pode e obedece quem tem juízo". Muitas vezes, o gerente, o diretor, chegou a esta posição pela sua capacidade técnica, por conhecer bem o mercado. O papel de desenvolver pessoas não era um atributo exigido, ou seja, o cargo foi um  reconhecimento por sua capacidade de ser autoritário.

 O novo cenário diz que ele precisa mudar o estilo de atuar, rever seus conceitos , e convenhamos, isso não é fácil.

 Abaixo foram destacadas algumas características de um líder verdadeiro: 

 


 ADMINISTRADORA OLÍVIA FONSECA

 

A LEI DA COMUNICAÇÃO

 

Abençoado o homem que, não tendo nada a dizer, se abstém de mostrá-lo com palavras.

George Elliot

(Mary-Ann Evans)

 

Uma das leis mais fundamentais e complementares da liderança está alicerçada nos pilares da comunicação. Todas as leis se complementam em seus aspectos e peculiaridades, porém a comunicação é fator preponderante ao desenvolvimento das sociedades. Sem a comunicação não ocorreria à percepção da necessidade, a possibilidade do preparo, do planejamento e muito menos a elaboração da estratégia. Sem a comunicação não poderíamos identificar quais ações adotar e nem como aplicar os recursos que podem existir ou ser conquistados.

A comunicação é fator comum e primordial ao bom desempenho da liderança. Por envolver os aspectos fundamentais da vida humana em premissas básicas do poder.

Os símbolos do poder, o comportamento das pessoas, a sensação de estar no ápice da hierarquia, são inevitavelmente perturbadores, envolvem a vaidade e é dentro deste contexto que a comunicação flui deixando transparecer as medidas dentro e fora do real e do aceitável, entre o permitido e o tolerado. É dentro deste contexto psicológico que costuma ocorrer o erro de achar que é possível agradar a todos. E por vezes dizer tudo aquilo que se pensa sem analisar as conseqüências da interpretação da comunicação.

A força de um líder se mede pela capacidade de sua comunicação com os liderados e não na propagação de seus ruídos. Desenvolver a comunicação para a liderança demanda tempo, dedicação e muito preparo, pois os revezes estão em cada situação apresentada no cotidiano organizacional. É preciso transmitir, é necessário dizer o não e o sim ao liderado, mas apenas a habilidade do líder irá permiti-lo conduzir a situação de maneira satisfatória e sem abalos ao clima organizacional com o uso de um mero sim ou não.

Os lideres que se permitem acossar por compromissos, reivindicações e apelos dos que prometem apoio e oportunidades são sufocados pelo desejo de agradar a todos. Deixando-se por muitas vezes serem manipulados pela vaidade e pelas belas palavras da quem muitas vezes os adula. O sentimento de positivismo que geralmente aflora nestas situações, se não contido por doses de realismo, pode levá-lo ao cometimento de diversos erros e dentre eles o mais simples e causador de arrependimentos mais próximos, a comunicação equivocada, que permite interpretações deturpadas culminando com a desmoralização do líder.

 O poder é um jogo de aparências, tal jogo é praticado apenas por quem possui liderança. No jogo das palavras um líder quando diz menos do que o necessário, por muitas vezes, parecerá maior e mais poderoso do que realmente Oe. A astúcia em perceber o que o corpo fala a transmissão de sentimentos por um mero semblante, a modalidade dos sorrisos e o pisar são elementos de leitura fundamentais para um líder.

Quando um verdadeiro líder fala, as pessoas ouvem, mas a melhor habilidade de um líder, o que o faz completo envolve a capacidade de perceber e não dizer. Garantindo que por muitas vezes quem tem mais poder está de boca fechada. 

Diante das premissas básicas da liderança comunicativas podem-se citar as habilidades de ser claro, com o uso de palavras adequadas; ser explícito sem a necessidade de saturar o ouvinte; ser conciso garantindo a atenção, a fala calma firme e com tom de voz adequado na transmissão da mensagem; o emprego de frases educadas em sua pronuncia, a objetividade sutil nas colocações; o não uso de informações contraditórias e mínimo uso de ordens contraditórias aos seguidores.

O líder comunicativo não deve tentar agradar a todos, mas aumentar a capacidade de impor a sua vontade aos outros sem que estes se sintam injustiçados ou oprimidos e o atendam de bom coração.

 Referências:

Loncan, Sergio Luiz Belmont. Liderança - Materiais apresentados em sala de aula. ADESG. Salvador, BA 2011.

Maria Elena O. Assumpção, Maria Otília Bocchini.- Ed. Ver e ampl. Barueri, SP: Manole, 2006.


 

A LEI DA APROXIMAÇÃO

 

CRISTIANE MAIFFRE BELLO CARDOSO

 

Líder é uma palavra de origem inglesa que vem do verbo to Lead, significando conduzir ou pessoa que dirige (do latim, directus – quem dá a direção) e orienta os membros de uma equipe. Muitos líderes são conhecidos através da história. Contudo, nos dias atuais, eles se deparam com inúmeros novos desafios e somente aqueles que estão preparados conseguem enfrentá-los e superá-los.

Dentre outros estudiosos no assunto, John Maxwell é uma das maiores autoridades do mundo em treinamento de líderes, com dezenas de livros escritos sobre o tema. Entre suas publicações, destaca-se As 21 Irrefutáveis Leis da Liderança, onde condensou em 21 capítulos o que é necessário saber sobre como exercer a liderança com sabedoria.

A Lei que será abordada aqui é a Lei da Aproximação. Para liderar com eficácia, antes de tudo é necessário que o líder conheça a sua própria natureza humana (Vaidade, Inveja, Arrogância e Prepotência X Amor, Benignidade, Mansidão e Domínio Próprio) e aceite suas características, buscando o equilíbrio em tudo que faz. Depois, este deve entender que as pessoas lideradas também são seres diferentes, dotados das mesmas características e que, portanto, devem ser tratadas com total atenção e respeito de forma individualizada.

“Já vi líderes competentes que, diante de um pelotão, só viam um pelotão. Mas os grandes líderes, quando diante de um pelotão, enxergam 44 pessoas distintas, cada qual com suas aspirações, cada qual querendo viver, cada qual querendo ser bom.” (General Norman Schwarzkpof)

Para liderar pessoas, primeiro deve-se conhecê-las e, então, ajudá-las, confortá-las e aproximá-las de você. Só assim elas estarão prontas para absorver a influência do líder. Quanto mais fortes a relação entre as pessoas, maior será a possibilidade de o subordinado querer ajudar a sua liderança. Para estabelecer ligações com um grupo, o líder deve se relacionar com cada pessoa individualmente. Reconhecendo a importância do relacionamento com o seguidor, a eficácia no processo de liderança é atingida.


 

OS ESTILOS DE LIDERANÇA

BACHAREL EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS ANTONIO CARLOS BONFIM

           RESUMO

O objetivo principal do presente trabalho é analisar as caracteristicas e os estilos de liderança existente. Foi utilizado como metodologia o levantamento bibliográfico. É importante ressaltar que serão estudados os principais de estilos de liderança: autocrática, democrática e liberal.

Palavras chave: Liderança. Estilos

INTRODUÇÃO

O líder deve ser entusiasmado, otimista, motivado, participativo, ter espirito de equipe, saber delegar tarefas e cobrar resultados. O líder centralizador, que se irrita facilmente perde o respeito e não se mantém no mercado de trabalho. Abordarei neste trabalho alguns estilos de liderança mais comuns. A personalidade influência no seu estilo de liderar e cada um deles tem seus prós e contras.

LIDERANÇA AUTOCRÁTICA

Este tipo de liderança também é chamado de liderança autoritária ou diretiva. O líder toma decisões individuais, desconsiderando a opiniões dos liderados. O líder é quem ordena, impõe sua vontade, centralizando todas as decisões. Este estilo de liderança caracteriza-se pela confiança na autoridade e geralmente não se importa com o que os liderados pensam além de desestimular inovações.Na liderança autocrática o líder julga-se indispensável, mostrando que só a sua maneira de fazer as coisas é a correta.

 LIDERANÇA DEMOCRÁTICA

Este tipo de liderança também chamado de liderança participativa ou consultiva é voltado para as pessoas e há participação dos liderados no processo decisório. Liderança democrática – O líder orienta o grupo a executar suas atividades, fazendo-o participar da tomada de decisão. Neste estilo de liderança, todo o grupo pode e deve contribuir com sugestões

LIDERANÇA LIBERAL

Na liderança liberal parte-se do princípio de que o grupo atingiu a maturidade e não necessita de supervisão do seu líder. Assim, os liderados ficam livres para pôr seus projetos em prática, sendo delegado pelo líder liberal.

CONCLUSÃO

Como podemos verificar, todos estilos possuem suas caracteristicas. Na liderança autocrática o líder centraliza totalmente a autoridade e as decisões; na liderança liberal o líder permite total liberdade para a tomada de decisões individuais ou em grupos, participando delas apenas quando solicitado pelo grupo; e na liderança democrática o líder é extremamente comunicativo, encoraja a participação das pessoas e se preocupa igualmente com o trabalho e com o grupo.

Na prática, o líder poderá utilizar os três estilos de liderança, de acordo com a tarefa a ser executada, as pessoas e a situação. Ele tanto poderá mandar cumprir as ordens como sugerir aos colaboradores a realização de certas tarefas, ou ainda consultar antes de tomar decisão.

 

REFERÊNCIAS:

CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração : edição compacta. 2.ed. Rio de Janeiro: Campus,2000.

LACOMBE, F.J.M.;Heilborn, G.L.J. Administração: princípios e tedências. 1.ed.São Paulo: Saraiva,2003.


 

CONTADOR JOSÉ ASDRÚBAL LUZ RODRIGUES 

 

A RELAÇÃO ENTRE O LÍDER E O ERRO

  

Seja  na  vida  pessoal ou profissional, o dia  a dia comprova que para qualquer relacionamento ter êxito é necessário que exista uma boa comunicação entre as partes. Ou seja, se não há uma conexão que permita uma interação, bem como a presença de um espaço para troca de experiências, de idéias e de novas propostas as chances que ocorram conflitos aparecerão cedo ou tarde.

O tema liderança requer novos paradigmas. Além disso, tem sido tema de grande preocupação nas organizações. O que faz uma empresa ser bem-sucedida e outra menos, sendo que ambas possuem tecnologia e produtos que podem ser equiparados? As respostas são as mais diversas, porém a mais comum é a que se refere às pessoas que compõem as organizações e, conseqüentemente, os processos de liderança. Com todas as mudanças que ocorrem, percebemos a importância do líder servindo como âncora da equipe, um radar que dá a direção a ser seguida, buscando o sucesso e a eficácia organizacional e dificultando o seu fracasso. Para isso, torna-se necessário estabelecer uma nova postura na relação líder/ subordinado, através de uma nova postura, uma vez que a anterior já não fazia mais efeito, leva ao comprometimento e desenvolvimento das pessoas, fazendo com que o funcionário vista a camisa da empresa, buscando a correção dos erros e não a busca de quem os cometeram.

Os líderes devem ser capazes de motivar e manter a auto-estima da equipe elevada, trabalhando para que os erros cometidos sejam analisados e corrigidos, para que não tornem a acontecer.

Deve distinguir os subalternos tratando cada um conforme sua performance e potencial. Valorizando aquele que produz mais, incentivando os demais a seguir o mesmo caminho, pois agindo assim contribui para que todos busquem o crescimento pessoal e profissional.

Um bom líder estimula a interação da equipe a compartilhar idéias em prol do departamento e da empresa. Enfatiza todas as promoções mesmo que não concorde. Não retalha promoções dentro da empresa e orienta as ações dos colaboradores.

Liderar um grupo requer uma liderança pessoal, ou seja, tem que se saber conduzir primeiramente a própria vida. Tomando conhecimento de habilidades, limitações, pontos positivos e negativos sendo pessoa independente, para depois liderar de forma criativa um grupo de trabalho. Dessa forma o líder deverá perceber a sua organização como um todo, definir um planejamento estratégico, possibilitando, assim, condições de elaboração de metas, conduzir times de trabalhos, para conseqüentemente conquistar os objetivos organizacionais. 

O líder tem que trabalhar a dificuldade de dar suporte as idéias. Definindo sua responsabilidade junto à diretoria e assumindo os riscos. Trata as idéias como inovadoras e busca desenvolve-las com a equipe.  Não deve descartar uma idéia sem o aval da equipe, pois existe uma comunicação horizontal entre os liderados que ocorre sem seu conhecimento. Quando uma idéia chega ao mesmo ela já foi discutida e entendida como viável.

A liderança é um tema importante para os gestores devido ao papel fundamental que os líderes representam na eficácia do grupo e da organização. Os líderes são responsáveis pelo sucesso ou fracasso da organização. Liderar não é uma tarefa simples. Pelo contrário. Liderança exige paciência, disciplina, humildade, respeito e compromisso, pois a organização é um ser vivo, dotado de colaboradores dos mais diferentes tipos. Liderar, de uma forma bem clara, pode ser entendida como a gestão eficaz e eficiente das pessoas de uma equipe, para que se atinja os objetivos propostos pela organização.

A liderança é uma questão de redução de incerteza e insegurança de um grupo. É um processo contínuo de decisões, acertos e erros que permite à empresa buscar seus objetivos.

A partir dos anos 90 as relações humanas passaram a ter muito mais espaço e importância em relação ao início do século passado e isto afeta diretamente a gestão dos negócios.

Um dos exercícios do líder é analisar e corrigir seus erros e da sua equipe, mas não há uma forma certa ou incorreta. Há a forma adequada. Diante disso, o líder ideal é aquele que se ajusta a sua realidade. Um bom líder consegue se moldar a cada situação, momento, ou grupo de trabalho.

 Bibliografia:

- CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração: edição compacta. 2.ed. Rio de Janeiro: Campus, 2000;

- Júlio César Consorti, Letícia Fernandes Scaglia, Roberta Rocha Capel, Sônia Ciléia A. Silva, Marta Destro. Graduandos do curso de Administração. IESI-Itapira, SP. 2011;

- http://www.administradores.com.br;

 


NILTON TORMES E ARAÚJO

 

A LEI DO LEGADO

 

Não se pode mencionar a lei do legado, sem antes citar “As 21 irrefutáveis Leis da Liderança”, de John C. Maxwell, que estabeleceu como a vigésima primeira lei, a lei do legado, determinando a propriedade intelectual do mestre. 

Antes de adentrar a questão do legado, é imperioso também mencionar que a liderança é o exercício de uma atividade de gestão ou influência positiva que um líder exerce sobre os liderados e demais, tendo como fruto desta atividade o legado.

 É através do legado de uma pessoa que se pode auferir o que de fato fez e deixou. Pois antes de tudo terá que viver aquilo que pretende deixar. Fazer um sucessor não é uma tarefa fácil, já que necessariamente alguém precisa acreditar e se espelhar no modelo proposto.

O legado tem início no presente com projeção para o futuro. Aquilo que se pretende alcançar ou atingir depende das ações que o líder implanta, orientando sua equipe.

 Um fator relevante é o estilo de liderança, que repercutirá no presente e futuro, bem como nos objetivos que se deseja realizar.

 O líder precisa abdicar de muitas coisas em prol da organização, para que ela cresça, orientando o seu desenvolvimento, preparando um sucessor que dê continuidade ao trabalho.

 Um líder que deixa um legado é também uma pessoa com espírito de cidadania, procurando integrar suas buscas e metas pessoais com interesse e contribuição para uma sociedade melhor, conhece e respeita seu jeito de ser, sabendo tirar proveito de seus pontos fortes e não deixa de reconhecer suas limitações e dificuldades, sem, todavia sofrer por causa delas. 

Para que o legado perdure necessariamente um sucessor dará continuidade ao trabalho, e para isso precisa ser preparado, lapidado, moldado, não só para entender a diretriz deixada, mas até aperfeiçoá-la, assim demonstrará que o investimento e tempo dedicado em sua preparação valeram a pena. Os liderados perceberam que existe a possibilidade de crescimento com investimento no profissional que busca “vestir a camisa” da organização, por isso acabam se dedicando ainda mais. 

Um líder busca se cercar de indivíduos capazes de gerir e dividir responsabilidades, habilitados a exercerem uma liderança coletiva, que ao desenvolverem suas atividades com competência, poderão alçar vôos maiores na liderança, alcançando melhores resultados, e quem sabe construir um legado.   

 


ELAINE CRISTINA SILVA DÓREA

 

 

 A LIDERANÇA DEMOCRÁTICA; QUANDO E COMO?

  

O papel da liderança em uma empresa democrática é fortalecer ainda mais os canais de comunicação entre as gerências e os funcionários e entre a empresa e seus clientes. É importantíssimo garantir que as idéias, críticas e sugestões dos indivíduos não sejam descartadas ou sufocadas por falta de tempo das gerências ou por incapacidade da empresa em organizar esses dados. Se a empresa desburocratiza a comunicação e organiza as mensagens, está indo no caminho certo.

Liderança democrática: Chamada ainda de liderança participativa ou consultiva, este tipo de liderança é voltado para as pessoas e há participação dos liderados no processo decisório. Aqui as diretrizes são debatidas e decididas pelo grupo, estimulado e assistido pelo líder. O próprio grupo esboça as providências para atingir o alvo solicitando aconselhamento técnico ao líder quando necessário, passando este a sugerir duas ou mais alternativas para o grupo escolher. As tarefas ganham novas perspectivas com o debate. A divisão das tarefas fica ao critério do próprio grupo e cada membro pode escolher os seus próprios companheiros de trabalho. O líder procura ser um membro normal do grupo. Ele é objetivo e limita-se aos fatos nas suas críticas e elogios.

O líder orienta o grupo a executar suas atividades, fazendo-o participar da tomada de decisão. Este estilo divide-se em consultivo e paternalista. A liderança democrática é mais utilizada quando a força de vendas é de nível elevado. Em caso de força de vendas numerosa, o gerente pode encontrar dificuldade para dirigir todo o pessoal.

A liderança democrática enseja uma atmosfera feliz, com integração do grupo e maior rendimento operacional, suas principais características são:

Interesses da equipe e da empresa.
Disciplina é produto da vontade da equipe.
Utiliza a persuasão.
Transfere confiança aos liderados.
Orienta, educa e motiva.

Na liderança democrática o líder identifica-se com o grupo, sentindo-lhe as necessidades e interpretando-lhe os anseios para proceder de acordo com a opinião geral, ou pelo menos da maioria que consulta frequentemente, sem abster-se de esclarecer e orientar. É não padece dúvida, a melhor forma de liderança, e se completa com o respeito à minoria divergente.

Acredito que o conceito de democracia aplicado ao mundo corporativo tem limites mais baixos do que quando aplicado à sociedade como um todo e a um país. É claro que a distância entre a elite e os funcionários tem que diminuir, sendo assim os gestores tendo que ouvir os funcionários, etc. Porém a decisão estratégica não cabe aos funcionários, aprovar este ou aquele plano pela empresa cabe a alta diretoria, que certamente tem que consultar os funcionários para isso.

Democracia em empresa tem limite, e é saudável assim.

 


 

GESTOR EDWARD TRANCOSO DE SOUZA

 

LIDERAR-TE, PRIMEIRO PASSO PARA LIDERAR PESSOAS

 

“Você só muda o comportamento quando muda o pensamento”

(Eugênio Mussak)

 

 

 

Na antiga Delfos, encontrou-se inscrito no santuário do Oráculo de Apolo as palavras "conheça-te a ti mesmo". Desde então, a cultura secular ocidental tem considerado o autoconhecimento como um fator primordial do esforço humano, conhecer a ti mesmo é liderar a si mesmo.

Atualmente, autoliderança é um dos temas mais estudados. Após muitas pesquisas que foram realizadas durante anos e experiências sobre o assunto, sabe-se que somente através do desenvolvimento do autoconhecimento, consciência e aceitação de quem somos, de nossas crenças e de nossos comportamentos poderemos ter uma atitude proativa conosco e liderar-nos adequadamente.

Liderar-te, este é o primeiro e essencial passo para chegar a liderar grupos de pessoas. Poucas realizações são obra de um único ser humano, quando se trabalha em equipe com uma direção estabelecida, une-se as forças e talentos de todos da equipe na conquista do mesmo objetivo e isso só é possível através de um líder.

A autoliderança é um processo pessoal de caminhar consistentemente na direção dos seus sonhos e desejos, conectado fortemente à realidade, sendo que, esta envolve dois aspectos ou mundos que precisam agir de forma integrada: a realidade externa (à sua pessoa) e a realidade interna (da sua pessoa).

Na realidade interna, há que ser considerado quem você é, a sua pessoa, que é o primeiro e único instrumento que o conduz a direção dos seus sonhos e desejos (ou não!). Tem que ser considerado também, a sua percepção interna de onde você se localiza, onde você se encontra dentro da realidade externa, ou seja, há que se ter respostas às seguintes perguntas: Eu sei quem eu sou? Eu sei onde eu estou? Eu sei onde eu quero ir? Eu sei planejar a caminhada? Eu vou a luta? Eu aprendo caminhando?

Diante dessas perguntas relaciona-se, o mundo exterior à necessidade de desenhar mentalmente o sonho para caminhar no sentido de obtê-lo, o compromisso de planejar para garantir o rumo na direção dos seus sonhos, dar o primeiro passo, empreender a jornada rumo aos seus desejos e conduz o individuo a ser um eterno aprendiz das suas incontáveis inter-relações com o mundo.

Liderar é uma arte, um desafio tão complexo que às vezes parece magia. Os lideres devem definir as melhores estratégias para suas empresas e para suas carreiras profissionais, guiar sonhos de sucesso, dedicar-se à satisfação dos objetivos pessoais e profissionais das pessoas que o cercam. O atendimento desse conjunto de expectativas requer planejamento, método, muita disciplina, autoconhecimento, comunicação e disposição para mudar o rumo das coisas a qualquer tempo.

O líder não se deixa contagiar pelas pessoas negativistas a sua volta, sempre acredita no seu potencial, em suas características especiais que o torna uma peça importante de um quebra-cabeça. Para muitos o significado de liderar é seguir em frente, buscando o melhor de si a cada novo dia. Liderança é uma questão de desejo e escolha. O líder que você é hoje resulta das suas escolhas do passado, e o líder que irá se tornar amanhã será resultado das escolhas que fará a partir de agora.


TECNÓLOGO FÁBIO HENRIQUE ARAÚJO CARVALHO

 

A INFLUÊNCIA POSITIVA DO LÍDER CARISMÁTICO

 

 

Procuramos compreender a liderança, como a ação do individuo para mobilizar as pessoas inseridas em um contexto histórico e social.    De um lado esta a situação social e dentro desta se encontra o individuo que é líder, que em sua ação encarna a própria situação.

Hoje, muito ouvimos falar sobre o líder carismático, mas o que é ser um líder carismático? Quais as características inerentes a um líder para que ele seja considerado carismático? Para responder estes questionamentos temos que primeiro entender o significado de cada um desses dois elementos: líder (representante de um grupo) e carisma (conjunto de qualidades excepcionais inerentes a um certo tipo de líder), podemos então definir o líder carismático como uma pessoa dotada de capacidade de sedução, que através de técnicas essenciais ou adquiridas possui um alto poder de persuasão, com o que atrai os demais membros do grupo.

O líder carismático é facilmente identificado nas organizações, sempre cercado por seus seguidores mantém uma relação de afeto e lealdade com o restante do grupo, é extremamente paciente e compreensivo, sempre procurando se por em empatia para compreender o sentimento de cada um de seus comandados e ajudá-los na dissolução de seus problemas.

Os líderes carismáticos costumam ter uma visão mais apurada diante dos fatos, onde percebem imperfeições em uma determinada situação, e buscam corrigi-las antes mesmo que os membros do grupo possam perceber a existência das mesmas.

O líder carismático tem algumas características marcantes, como: costuma ser um grande comunicador; possui um poder natural de persuasão; possui uma personalidade atrativa com a que consegue atrair os demais membros do grupo, gera admiração e respeito nos seus seguidores.

O verdadeiro líder não introduz exclusivamente um formato de enxergar o futuro, mas ensinam novas formas de atuar, de abordar e de tratar os óbices.       Isto traz à tona umo outro atributo do líder carismático que é a quebra constante do convencionalismo. Tradições, valores e normas são desafiadas para que mudanças possam ser implantadas a todo instante.


TENENTE PM-BA JARDERSON SANTANA ABRÃO

LIDERANÇA É INFLUÊNCIA   

 

Influência é uma ação essencial à liderança. Uma liderança é eficaz quando suas ações produzem respostas efetivas, ou seja, o sucesso de um líder só ocorre quando sua liderança influencia na vida de outras pessoas.

A liderança é como arte, deve-se desenvolver diariamente não apenas em um dia nem um momento. Exige paciência, é uma prática constante, é preciso empenhar-se, tempo, conhecimento, trabalho, são necessários para exercer uma liderança eficaz.

É responsabilidade de um líder; guiar, orientar, representar e sustentar seus liderados. Liderar é levar as pessoas fazer algo de boa vontade, a influência está fundamentada na autoridade, no conhecimento e na capacidade de motivação.

A lei da influencia já existia no tempo de Jesus onde o mesmo encontrava característica de um líder eficaz. Exemplo: A influencia na formação do caráter de “discípulo”(Lc. 5.1-11,27), Jesus influenciou de tal forma, que produziu modificações significativas no caráter de cada um.

Na sociedade, uns dos grandes grupos de liderança são as igrejas, que através das capacidades de influencia dos padres e pastores consegue se trazer um grande números de seguidores. A autoridade e o poder determinam a ação do líder em relação ao grupo a que pertence, estando esta autoridade dependente não só da personalidade do chefe, mas também de normas coletivas ambientes e de situações concretas em causa.

Títulos não valem muito quando o assunto é liderança. A verdadeira liderança não pode ser concedida, nomeada ou atribuída. Deriva somente da influência; precisa ser conquistada. A única coisa que um título pode lhe render é um pouco de tempo – seja para aumentar o seu nível de influencia junto aos outros, seja para apagá-lo. “Não é a posição que faz o líder; é o líder que faz aposição” (Stanley Huffty).

A influência pode ser positiva ou negativa. Recentemente foi publicado em todos os jornais da capital baiana um tipo de influência negativa, que foi à morte da traficante Kelly Ciclone que tinha um grande poder de influenciar os jovens ao uso das drogas. E com suas apologias feitas ao incentivo da criminalidade, conseguiu liderar diversos grupos em diversas regiões.

Segundo (John C. Maxwell) existem cinco mitos sobre liderança; 1) O mito do gerenciamento – A melhor forma de verificar se uma pessoa pode liderar, em vez de apenas gerenciar, é pedir que ela crie uma mudança positiva; 2) . O mito do empreendedor – Os empreendedores são hábeis em identificar oportunidades e aproveitá-las, mas nem todos eles são bons no trato com as pessoas. Se eles não conseguem influenciar pessoas, então não conseguem liderar; 3) O mito do conhecimento; Você pode ir a qualquer grande universidade e conhecer brilhantes cientistas, pesquisadores e filósofos cuja capacidade de pensar é tão alta que está fora dos parâmetros normais, mas cuja capacidade de liderar é tão baixa que se quer chega a ser visualizada nos parâmetros. Nem QI nem escolaridade necessariamente equivalem a liderança; (4) O mito do pioneiro – Outro equívoco é o de que qualquer um que esteja à frente da multidão é um líder. Para ser líder, a pessoa precisa não apenas estar na frente, mas também ter pessoas, por livre e espontânea vontade, indo atrás dela, seguindo sua liderança e agindo a partir de sua visão; (5) O mito da posição – O grande mal-entendido em relação à liderança é que as pessoas a consideram baseada na posição, mas não é. Um líder pode perder o título e a posição, mas continuar a ser o líder. Não é a posição que faz o líder, é o líder que faz a posição.


INTERNACIONALISTA MADERSON SILVA

 LIDERAR É TOMAR ATITUDES 

A Liderança é concedida por aqueles que reconhecem no líder a atitude desejada para si.” Diante desta citação, retirada da internet, percebe-se que algumas características como Motivação, Foco, Resiliência, Disciplina, Ética, Iniciativa, Pró-atividade, Persistência, Auto-desenvolvimento, Coragem, Respeito, Confiança e Segurança fazem com que líderes de atitude se tornem peças fundamentais em qualquer estrutura organizacional existente no século XXI que tenha o sucesso como seu objetivo principal. 

Liderar é influenciar, é tomar atitudes que despertem nos liderados uma auto-motivação, um estímulo positivo capaz de absorver o melhor, inspirando o grupo a agir para uma causa/bem comum. Segundo Karim Khoury (2009),  “Liderança é uma atitude que requer mútiplas habilidades para ser exercida com eficiência; trata-se de um conhecimento e não apenas do exercicio de autoridade.” 

Uma grande empresa há tempos atrás estava contratando novos funcionários para o seu quadro de colaboradores/líderes e o entrevistador da mesma teve a grande idéia de deixar uma vassoura jogada no chão, prestando muita atenção na reação de cada candidato. Alguns candidatos passavam e não faziam nada, deixavam que a vassoura continuasse ali jogada, para esses o entrevistador nem investia o seu precioso tempo  com a entrevista, mostrava imediatamente sua insatisfação com a reação dos mesmos em não terem tomado nenhuma atitude, pois se com uma coisa simples esses candidatos não podiam se motivar a solucionar, seriam profissionais que procrastinariam nos seus trabalhos. 

Desta forma, pode-se afirmar que as atitudes devem ser desenvolvidas e tomadas a cada momento e de acordo com as necessidades do líder e das organizações, uma vez que sãos estes os alicerces que determinarão o caráter e valores das mesmas. A pessoa até pode não ter conhecimento ou habilidade, mas se tiver a atitude como virtude alcança o sucesso. Segundo Napoleon Hill (1997) “A liderança é essencial para a consecução do triunfo” e as atitudes, as verdadeiras bases “sobre a qual é construída essa qualidade necessária que se chama liderança.”  

Sendo assim, não seja um líder sem atitude ou apenas preocupado com seus problemas, trabalhe em equipe e se preocupe com os problemas dos seus liderados também. Um líder precisa sempre ser pró ativo, estar atento ao que irá ocorrer ao redor e disposto a se doar por outros problemas. Segundo William J. Bennett (1995) “A natureza contagiante de uma atitude corajosa por parte de alguém pode inspirar um grupo interio.” As atitudes espelham a liderança, seja influente e se torne um grande líder.

 Bibliografia:

- HILL, Napoleon. A Lei do Triunfo. Rio de Janeiro : Jose Olímpio, 1997.

- KHOURY, Karim. Liderança é uma Questão de Atitude. São Paulo : Editora Senac São Paulo , 2009.

- BENNETT, William J. O Livro das Virtudes. Rio de Janeiro : Nova Fronteira, 1995.

- http://www.webartigos.com

- YouTube 


 A LEI DO SACRIFÍCIO

ADMINISTRADOR VALDELSON FRANÇA DO NASCIMENTO

 Esse artigo tem por finalidade, discorrer de forma clara e precisa sobre uma das Leis da Liderança, chamada de “Lei do Sacrifício”. Nela vamos observar quais as ações e o comportamento do Líder, diante da referida lei.  

Liderar é antes de tudo ter consciência e clareza que estar lidando com pessoas, e que essas por sua vez, são diferentes uma das outras. Partindo desse princípio, alguns fatores característicos do ser humano deverão ser observados pelo líder com bastante cuidado.

Nesse caso, fatores emocionais, aspectos culturais e educacionais, entre outros, deverão ser e tratados pelo líder de maneira adequada. Enfim, é dever do líder saber tratar e respeitar cada liderado como pessoa única, sabendo que a mesma é dotada de qualidades e defeitos.

È sabido que Princípios são regras, e essas se adéquam a diferentes culturas, gerações e circunstâncias. John Maxwell, a partir de lições tiradas de suas próprias experiências, assim como as de outros líderes, descobriu vinte e um (21) princípios para que o líder possa desenvolver uma boa liderança.

Em cada capítulo do livro, Maxwell descreve cada regra como uma ferramenta de auxílio para que as pessoas tenham sucesso em seus negócios e em assuntos pessoais. Qualquer um em qualquer posição, em qualquer área e em qualquer cultura pode aprender e praticar essas regras para se tornar um líder de sucesso.

Nesse artigo vamos tratar da décima oitava (18ª) lei da liderança de Maxwell que é denominada, “Lei do Sacrifício” (Um líder precisa abrir mão para progredir). Vamos começar verificando o significado da palavra sacrifício, segundo o dicionárioweb, sacrifício pode ser entendido como: privações, renúncia forçada ou renúncia voluntária.

Entenderemos nesse trabalho sobre liderança que essa décima oitava lei, (segundo Maxwell) “A Lei do Sacrifício”, como uma “Renúncia Voluntária”, a qual todo bom Líder deverá cultivar com finalidade de conseguir conquistar o objetivo comum que o mesmo do grupo.

O líder que utiliza “A Lei do Sacrifício” deverá adotar um comportamento de abdicação a certos prazeres e também a alguns compromissos, esses por sua vez, serão substituídos por uma dedicação incondicional aos assuntos relacionados aos interesses da equipe, pois quando você se torna líder, perde o direito de pensar em si mesmo, o grupo vem em primeiro lugar.

Todo bom líder é amado, admirado e respeitado por seus liderados, e esses procuram crescer e aprender com seus ensinamentos e atitudes. Existe uma busca constante de cada membro do grupo em agir ou imitar a maneira como o líder procede em seu comportamento e atitudes. Na verdade o que acontece com o líder que pratica “A lei do Sacrifício”, é que ele está servindo de exemplo para que seus colaboradores percebam sua atitude positiva e com isso possam sentir entusiasmo para desenvolver as tarefas.

Essa explanação sobre “A Lei do Sacrifício” é de fato muito bonita e traz consigo um determinado romantismo. Mas alguém pode perguntar, qual é a recompensa que será concebida ao líder? Podemos ilustrar nesse trabalho, citando São Lucas, que escreveu no “Novo Testamento”.

“Os sacrifícios de hoje são, na verdade oportunidades, como sempre o foram. Lembrem-se da promessa feita pelo Salvador: ‘(...). Ninguém há que tenha deixado casa, ou pais, ou irmãos, ou mulher, ou filhos, pelo reino de Deus, que não haja de receber muito mais neste mundo e na vida vindoura a vida eterna” (Lucas 18:29-30)’.

É bem verdade que o líder não espera como recompensa a vida eterna e nem recompensa alguma, mesmo assim ele é muito bem recompensado. Nas palavras de Lucas, podemos aproveitar a relação de sacrifício com oportunidades e o líder por sua vez, apaixona-se por tudo que faz, por isso mesmo, faz muito bem feito.

Concluindo, podemos ainda afirmar que a grande recompensa do líder, vem do sentimento de satisfação após constatar que os objetivos do grupo foram concluídos com eficiência e eficácia, e que os resultados foram dentro ou acima esperados. O líder ainda terá a certeza que utilizou todo o seu conhecimento e que teve a habilidade necessária para conduzir pessoas diferentes.

Cada pessoa com anseios, desejos e vontades próprias, virtudes e defeitos, porém todas empenhadas num sentido de caminhar juntas em pró de alcançar um objetivo comum seja para empresa ou comunidade, ou ainda, para a sociedade como um todo que é “O Bem Comum”.


INTERNACIONALISTA MATHEUS AGUIAR LEAL

NASCEMOS LÍDERES?

 Liderança é, segundo James Hunter, “a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente, visando a atingir objetivos comuns, inspirando confiança por meio da força do cárater”. O líder é, portanto, uma pessoa essencial em todos os ramos da vida em sociedade. 

Um grande dilema, porém, se apresenta: como reconhecer um líder? Nasce-se líder ou aprende-se a ser líder? O conjunto de habilidades necessárias ao exercício da atividade da liderança é dado, pelo destino, a um grupo seleto de pessoas sortudas, ou pode ser adquirido e aprimorado mediante esforço pessoal e vontade férrea? A resposta é simples: não se nasce líder; aprende-se e torna-se.

 Ao nascer, o ser humano herda de seus pais um conjunto de características genéticas que se desenvolverão ao longo de sua vida, e que determinarão sobretudo o seu funcionamento biológico e alguns traços de sua personalidade. A herança genética recebida dos pais, entretanto, não determinará qualquer norma de conduta em relação à vida em sociedade, tampouco a como enfrentar ou solucionar obstáculos oriundos da vida social. Não haverá no código genético, portanto, resposta pronta para o atingimento dos objetivos que o indivíduo traçará ao longo de sua vida.

 O líder, por sua vez, exercerá a sua liderança em uma dada situação, e cujos objetivos e estratégias serão por ele determinados. Para isso, o líder precisará coordenar esforços de outras pessoas (seus liderados) e empregá-los de acordo com a necessidade de cada situação, o que exigirá que analise e estude as competências, deficiências, forças e fraquezas de cada um dos seus liderados. Este tipo de habilidade não é herdada, e sim adquirida através de longa observação e treinamento. 

Ainda que o líder possua características físicas e traços de personalidade de cunho genético que despertem a atenção e a admiração alheias, necessitará aprimorar-se, liderando antes de tudo a si mesmo, reconhecendo suas limitações cognitivas, físicas, psicológicas e emocionais, e fortalecendo o seu caráter – este advindo do conjunto de valores morais e éticos aprendidos culturalmente, com base em suas experiências de vida e reflexões acerca do mundo. 

Um líder precisará ter conhecimento técnico e acadêmico sobre a missão que desempenhará, o qual só será adquirido após atenta observação do que for necessário para o sucesso da missão e emprego de um esforço psico-cognitivo para o aprendizado. Como poderá o líder saber, ao nascimento, do que precisará para resolver uma missão que só será conhecida muitos anos após a sua vinda ao mundo? Qual é o bebê que já nasce sabendo matemática ou economia, por exemplo? 

Tendo em vista que o bom líder deve ser humilde, e que a humildade é uma postura que alguém exerce para com outrem, como afirmar que já saberá como lidar com os seus liderados, visto que, ao nascimento, o bebê não tem sequer consciência de que vive (ou viverá) em sociedade? E, uma vez que o bebê não tem consciência de que vive em sociedade, como poderá saber o que é ético ou não – atribuição essencial do líder?

 Para ser bem-sucedido, um líder precisa, dentre outras qualidades, ter segurança, firmeza de voz, elegância e asseio. Segurança é o conforto que se sente em relação ao convívio com outras pessoas, seja na exposição de idéias ou simplesmente em estar presente em meio a elas; a elegância é uma percepção de beleza e harmonia do outro em relação a alguém; e o asseio e a firmeza de voz são esmeros que visam a como se apresentar aos outros, criando um aspecto agradável para as demais pessoas.

 Todos estes são fatores inerentes à vida social – e, portanto, passíveis de serem aprendidos –, não uma herança genética.

 A base da liderança é a confiança, e esta só se dá quando os liderados percebem que o líder se preocupa com eles, que os trata com o respeito e que corresponde às suas expectativas no que concerne ao caráter e à ética. O ser humano só aprende a lidar com outros seres humanos ao conviver em sociedade, ao se relacionar com outras pessoas, ao perceber e ao ser ensinado pela sociedade o que é e o que não é aceitável.

 Liderar é uma atividade social, ou seja, é uma atividade que só se torna possível em decorrência da existência de outras pessoas a quem liderar. Logo, é algo aprendido e aperfeiçoado com base em experiência, conhecimento e vontade.


ENGENHEIRO CIVIL ADILSON CELESTINO CONCEIÇÃO 

ÉTICA  E  LIDERANÇA

             Grande transformação no mundo vem ocorrendo nas atividades de produção de bens e serviços para atender às demandas imposta pelos consumidores, fundadas no conceito de organizações politicamente corretas, no trato dos bens comuns da natureza, e de proteção ao meio ambiente. Com a globalização, o mundo ficou pequeno pelo avanço dos meios de comunicação  que enseja a divulgação imediata de fatos que comprovam as agressões ambientais como o desmatamento desmedido de florestas nativas para pastoreio e cultivo de commodities, sem as contrapartidas ambientais exigidas, a falta de compromisso de controle da emissão de gases que provocam o efeito estufa, além de afetar o estado de saúde da população das regiões produtoras, afastando os consumidores, engajados nesta luta de proteção ambiental, de consumir  bens, mercadorias e serviços produzidos  por estas empresas infratoras dessas normas.

Obrigadas pela lei de sobrevivência, as empresas, sejam elas micro, médias ou grandes organizações, para manter-se inseridas ou a inserir-se neste mercado globalizado e competitivo, procuram não se descurar das medidas de proteção ao meio ambiente, como também com a implementação de ações sociais que visam a proteção e o comprometimento das pessoas que formam o seu patrimônio humano, com políticas internas que valorizam as pessoas mantendo-as comprometidas com esta nova ordem mundial de combate ao desperdício de bens não renováveis extraídos da natureza, e da redução da poluição ambiental pelo tratamento de subprodutos nocivos ao ambiente, antes do descarte na natureza. Instala-se, assim, nas instituições, um forçoso novo código de ética empresarial.

Posto assim, fica evidente a imperiosa necessidade de mudanças dos procedimentos internos das organizações, produtoras de bens e serviços, com vistas  a racionalizar o uso de recursos não renováveis, como insumo, com forte estímulo à política de reciclagem, e o uso racional da energia de origem fóssil, substituindo-o com modalidades renováveis, de menor impacto ambiental,  atendendo, assim, a estas exigências dos mercados consumidores obtendo a desejada fidelização das marcas de seus  produtos e serviços.

Para obter estes resultados as organizações, sejam elas micros, médias ou megaempresas contam com líderes, sejam eles dirigentes, gerentes ou lideres de grupos que atuam diretamente na produção de bens e  serviços. A estes, que fazem a diferença, são exigidos qualidades adicionais que os identificam como verdadeiros líderes, cujos seguidores exigem deles atitudes e decisões dentro de padrões, sem regramento expresso, mas que se constituem em verdadeiro código de ética informal e que o seu descumprimento pelo líder, por irrelevante que seja a atitude, fulmina a coesão do grupo pela quebra de confiança, confiança esta que é a base da liderança.

Por ser a liderança uma habilidade essencial que agrega o esforço organizado, fica claro que a sua prática não pode ser entendida como puro exercício da autoridade, embora se faça presente o poder concernente. Liderar é, antes de tudo, a arte de conquistar seguidores e fazê-los compromissados com os objetivos do grupo a que pertence e, por extensão, a ao regramento do empregador.

Habilitar-se a liderar exige qualidades tais como, saber motivar, comunicar-se com clareza e concisão, tomar decisões acertadas, ou não, e neste caso, saber retomar o rumo certo, ter disciplina, iniciativa, objetivos claros, autoconfiança, espírito de sacrifício, pois o líder é obcecado pelo que é melhor para o grupo e não para si; senso de justiça, dignidade e coragem. Requer, sobretudo, a capacidade de conhecer a natureza humana e o perfil de comportamento das pessoas.

Ao líder cabe fazer primeiro o que recomenda aos liderados, que é a força do exemplo. O líder deve fazer prevalecer a coerência, isto é, o exemplo não pode divergir do discurso. A verdade é que a credibilidade alicerça um bom relacionamento e este é condição necessária para o estabelecimento de uma relação de confiança mútua,  significando que o líder deve estabelecer com os outros uma relação que corresponda às expectativa dela, de que o líder é alguém em quem possam acreditar. Não pode haver sobressaltos no relacionamento para que as pessoas sigam naturalmente o líder. Tornar-se confiável é ser ético, isto é, saber concatenar os seus valores e atributos com os valores e atributos do grupo, ser claro em sua crença e praticá-la cotidianamente em todos os seus atos, sem o menor deslize, por mais insignificante que seja, para que o grupo de liderados não lhe siga o exemplo, colocando-o em confronto com o código de ética da organização a que serve.

Vitoriosa é a empresa que arregimenta pessoas no mercado de mão de obra, treina-os para o exercício profissional e capacita-os a atuarem como líderes, respeitando os valores individuais, comprometendo-os com os valores e objetivos institucionais, que é o bem servir a humanidade, numa visão globalizada, e a pessoas, clientes consumidores, em geral.

 Bibliografia:

- Ética Empresarial – Robert Henry Srour – Ed. Campus;

- Gestão de Pessoas – Luiz Paschoal – Ed. Qualitymark;

- O que Precisamos Saber sobre Liderança – James M. Kouzes e Barry Z. Posner;

   Ed. Campus

- Material Didático distribuído pelo Prof. Sérgio Loncan


ADMINISTRADORA ARIADNE DE CASTRO AGUIAR

 

ATÉ ONDE DEVE IR A HUMILDADE DE UM LÍDER

 

 Ao contrário do que se pensa, ser humilde não significa ser servil, uma vez que a humildade não rebaixa, não anula e não suprime a personalidade de ninguém, tampouco a de um líder. Pelo contrário, enaltece a sua capacidade de escuta e empatia. 

Humildade não implica em fraqueza ou ignorância; é, na realidade, a expressão de sabedoria, a qual desponta de maneira ponderada e serena. Aliada à força e à determinação, a humildade faz do líder um sábio resiliente, pois ressurgirá das cinzas após qualquer que seja o golpe sofrido. O sábio é alguém que escuta e que acolhe o outro com respeito, disponibilidade e carinho. E o líder humilde é, antes de tudo, um sábio.

 É importante ao líder ser humilde porque os liderados precisarão ver nele alguém a quem possam se dirigir sem medo de serem tratados como seres inferiores ou menos capazes. Quem confia em quem não o trata bem?

 Apesar de precisar manter certa distância em relação aos liderados, a fim de evitar a criação de intimidade indesejada que prejudique a hierarquia, o líder deve ser capaz de se colocar no lugar das pessoas, de vê-las como seres humanos tão dignos quanto ele; como pessoas que merecem respeito. 

Ao ser humilde, o líder automaticamente trata os demais com respeito e consegue conviver com diversos tipos de indivíduos. Ao conseguir conviver com diversos tipos de pessoas, torna-se flexível e hábil a conciliar e orientar diferentes qualificações, capacidades e esforços para o atingimento dos objetivos comuns do grupo. 

Ainda que nem sempre concorde ou aceite o pensamento alheio, o líder deverá levá-lo em consideração e estudá-lo, porque sempre haverá algo útil que poderá ser extraído de uma opinião aparentemente impertinente.

 É necessário que o líder tenha a humildade de reconhecer que, como qualquer ser humano, também tem suas limitações (físicas, emocionais e cognitivas) e que não está sozinho no mundo, pois vive em sociedade, afinal não pode haver líder sem liderados.

 Assim, ao reconhecer que precisa do seu grupo tanto quanto o seu grupo precisa de dele, deixa claro que o trabalho em equipe é um esforço conjunto no qual cada um deve fazer a sua parte – sobretudo o líder.

 Ao compreender que sua função é servir ao grupo e à sociedade, o líder mostra que é humilde, e se torna uma fonte de admiração e confiança – esta última base da liderança. Ouvirá o seu liderado e o tratará com respeito, mas precisará tomar cuidado para não se tornar flexível demais, a ponto de colocar em risco o sucesso da missão e a própria saúde das relações interpessoais do grupo. Deverá compreender que humildade não significa submissão, e sim respeito e empatia. 

Jesus, o líder dos lideres, demonstrou e ensinou poderosamente isto. A verdadeira grandeza é revelada pela humildade e não pelo orgulho. 


MAJOR PM-BA ANILDO ROCHA BATISTA

 

BREVE ANÁLISE SOBRE TIPOS DE LIDERES  

 

O presente estudo visa fazer uma breve análise dos tipos de lideres existentes. Para tanto, foi utilizado a teoria de Carl Jung, Psiquiatra e fundador da psicologia analítica, o qual  durante o seu estudo aponta para quatro diferentes líderes: o sistêmico, o diretivo, o ponderado e o inspirador. A classificação junguiana foi feita dentro de um plano cartesiano onde são observados os graus de assertividade e expressividade, bem como as características de cada um desses líderes, e, por fim, como é possível nos perceber dentro deste universo.

Introdução:

Carl Gustav Jung em seus estudos identificou quatro tipos diferentes de acordo com os graus de assertividade (mede o grau de intensidade de influência de um sujeito sobre os pensamentos e as ações de outro individuo) e expressividade (mede o grau com que um sujeito demonstra as suas emoções quando interage com outro) de cada um,  dentro de um plano cartesiano.

Sendo assim, esses graus foram analisados da seguinte forma: quanto maior a assertividade, maior é a função pensamento; quanto menor a assertividade, maior a é função sentimento; quanto maior a expressividade, mais extrovertido é o líder, e menor a expressividade, mais introvertido. Sendo que após são efetuadas inferências sobre as características de cada um dentro uma percepção comportamental. Na conclusão será efetuada uma breve análise do ponto de vista contextual.

 Desenvolvimento:

O líder sistêmico constitui como sendo aquele que é muito assertivo e pouco expressivo. Logo, suas características marcantes são o fato de ser metódico, analítico, detalhista e lento nas decisões. Por conta disso, seu foco maior é no processo, tendo como objetivo entender e controlar o mesmo. Entretanto, este líder tem dificuldade em assumir riscos, de adotar uma visão mais  ampla, de aprender a agir mais e, por fim, ter expectativas mais realistas.

 Outro tipo apontado por Jung é o diretivo, este muito assertivo e muito expressivo. É caracterizado por ser rápido, assertivo, dinâmico e autoritário. Tem como principal objetivo a ação e crescimento pessoal, ou seja, o seu foco é no resultado. Porém, não ouve os colaboradores, não tem paciência, não é humilde, não integra as pessoas e tem dificuldade de aceitar o trabalho em equipe.

Já o líder que tem assertividade baixa e pouca expressividade é tipificado como o ponderado. O seu foco é na harmonia, visando à estabilidade dos relacionamentos. É afetuoso, leal, flexível e quer agradar a todos. Contudo, é pouco decidido e crítico; não sabe dizer não; procura a excelência e não a perfeição; não sabe compartilhar as idéias; não sabe usar bem o tempo e necessita ser mais objetivo e analítico.

O líder que tem baixa assertividade e alta expressividade é denominado pelo pesquisador suíço de inspirador. Apresenta as seguintes características: é articulado; entusiasta; rápido e motivador. Em contrapartida, não sabe controlar suas emoções, também não sabe negar, não cumpre o que promete e não tem respeito às limitações dos outros. O seu foco é na interação e tem como objetivo o reconhecimento.

 Conclusão:

Apesar dos estudos do Dr. Carl Jung serem bastante objetivos e cartesianos, não podemos nos esquecer que os indivíduos estão em constante modificação dentro de um contexto temporal, histórico e espacial. Este devir acaba inferindo diretamente no comportamento dos mesmos, onde é possível adotar um tipo de líder específico de acordo com a sua característica mais marcante ou até mesmo estar flutuando entre os quatro face às circunstâncias.


ADMINISTRADOR JAIME E. DE OLIVEIRA FILHO*

 O QUE OS LIDERADOS ESPERAM DE UM LÍDER 

Saber liderar é uma das incógnitas que as empresas vem cobrando de seus líderes. A prática do dia-a-dia tem demonstrado que a presença de um bom líder é fundamental para coordenar os esforços da organização. Para que a liderança seja exercida é necessário que o líder se utilize da motivação e da comunicação com seus liderados, pois só quando eles entendem os objetivos e estão motivados para chegar ao resultado final é que o papel do líder está sendo exercido corretamente.

Nem todo chefe é um líder, pois chefiar é fazer com que um grupo funcione e liderar é influenciar esse grupo para que consigam executar objetivos comuns a todos. Com isso os liderados esperam que seus lideres tenham atitudes tais como liberdade de expressão, motivação, delegação de responsabilidades, flexibilização, favorecimento da criatividade e do trabalho em equipe, comunicação e feedback para que assim sejam orientados a eliminar os erros e reforçados em seus acertos.

Existem dois tipos de liderados nas empresas: os que não sabem o que está acontecendo e os que querem saber o que está acontecendo e devido a isso é importante que o líder esteja sintonizado para influenciar o maior número de liderados possíveis. Após a Teoria das Relações Humanas surge a Teoria Comportamental que trouxe novos conceitos sobre motivação, liderança e comunicação e tornou a teoria administrativa mais humana e amigável.

Segundo Drucker (1999), cada vez menos as pessoas são subordinadas e cada vez mais elas são trabalhadores de conhecimento, sabendo mais de seu trabalho do que qualquer outro da organização. Daí então a necessidade de elas não serem somente comandadas mas sim lideradas. A liderança é entendida como uma pequena parte do papel gerencial, e talvez parte de suas falhas se deva essencialmente devido a essa não amplitude de explicar suas inconsistências. Sendo assim podemos entender que liderar é uma atividade que através da comunicação e motivação do pessoal faz com que se realizem atividades para atingir os objetivos da empresa, ou seja, de nada adianta ser líder se o seu papel como comunicador ou motivador deixa a desejar em questões como assumir riscos ou aceitar mudanças, liderar é influenciar as pessoas para determinado objetivo.

Para se liderar é necessário ter seguidores, trabalhar esses seguidores de tal forma que os mesmos sintam vontade de fazer parte da equipe. É necessário influenciar todos de forma igual e não desigual, ou seja, chamar para si todos do grupo e não apenas uma parcela. O líder deve ser corajoso, ousado e principalmente ter atitude podendo assim indicar o caminho certo na hora de resolver algum problema, sendo assim, seus seguidores terão confiança em seu líder. Os lideres devem promover as mudanças implantando um estilo novo, voltado a ajudar os liderados a realizarem suas atividades.

 CARACTERISTICAS QUE OS LIDERADOS ESPERAM DO LIDER

Autoconhecimento: para se distinguir seus pontos fortes, fracos e os objetivos que devem atingir; Sinceridade: sendo integro e tendo a confiança de todos; Curiosidade: estar sempre se aprimorando; Audácia: estando disposto a correr riscos; Responsabilidade: sabendo fazer as escolhas certas; Automotivação: tendo conhecimento do que se pretende; Ética: ter bom comportamento, ser honesto e íntegro; Flexibilidade: para se adaptar às mudanças; Administração do tempo: saber priorizar e eliminar decisões pendentes; Proficiência: conhecer profundamente o que faz; Gerenciamento recíproco: saber estabelecer relações satisfatórias de trocas

ATITUDES QUE OS LIDERADOS ESPERAM DE UM LIDER

Liberdade de expressão: permitindo assim uma gestão compartilhada; Motivação: devendo esta ser feita individualmente para assim se perceber e respeitar as diferenças entre cada um; Delegação: compartilhando as responsabilidades e dando liberdade de sugestão e ação; Flexibilização: agindo como um facilitador do processo; Favorecimento à criatividade: não só sendo criativo mas também estimulando seu grupo a ser;Favorecimento ao trabalho em equipe: mantendo sua equipe integra e comprometida; Comunicação: ser claro, objetivo, estimulador e ouvir o que o grupo tem a dizer; Feedback: acompanhar e orientar seu grupo na eliminação dos erros e ressaltar e reforçar os acertos.

REFERÊNCIAS

Disponível:http://paginas.fe.up.pt/~contqf/qualifeup/UOI/documents/Docs_Workshops_Formacao/Manual%20de%20Lideranca%20e%20Gestao%20de%20Equipas.pdf Acesso em: 25 agos. 2011.

ARAUJO, Luis César de. Teoria Geral da Administração. São Paulo: Atlas, 2004.

SILVA, Reinaldo O. da. Teorias da Administração. SãoPaulo: Pearson Prentice Hall, 2008.


MAESTRO JOCEMAR DE CASTRO AGUIAR

COMO DESENVOLVER UM LÍDER

 A liderança é fundamental, pois ela está em todas as áreas da vida em sociedade. Um líder é um ser capaz de, sobretudo, influenciar as outras pessoas a fazer o que for necessário para o bem comum. É essencial, por exemplo, haver líderes na vida profissional, e um perfil de líder se configura bastante importante no ato da contratação.

 Mas como se desenvolve um líder? Um líder se desenvolve a partir do aprendizado de características e posturas que são esperadas dele, visto que a liderança em si é uma atividade que exige exercício e aprimoramento.

 Antes de tudo, o líder precisa saber liderar a si mesmo, dominando suas emoções e suas ações, sempre com vistas a poder extrair o melhor de si e da situação em que se encontrar. É importante ao líder estar certo do seu caráter, pois o bom caráter inspirará a confiança dos futuros liderados,

 Após feito isso, o líder precisará aprimorar sua postura, trabalhando o carisma, o asseio, a firmeza de voz e a elegância, qualificando-se técnica e academicamente, para então passar a conhecer seus liderados. Será necessário compreender que cada liderado é um indivíduo, com suas características próprias, seus medos, seus sonhos, suas vontades e seus objetivos de vida pessoais.

 O líder deverá, então, extrair o melhor que cada liderado puder oferecer, orientando-o a melhorar suas próprias características, postura e conhecimentos, e a trabalhar para o objetivo comum do grupo. O líder deverá transmitir confiança, pois só assim as pessoas se sentirão seguras para acatar as suas orientações (e ordens, quando necessário) e se sentirão motivadas a agir em prol do bem comum.

 Para tanto, o líder precisará ser flexível, mas também firme quando necessário. Deverá ouvir as queixas e aflições dos liderados, mas manter uma certa distância para não criar muita intimidade desnecessária. O líder deverá, acima de tudo, pensar em servir à sociedade, e não a si próprio. Precisará ser servidor, mas sem ser subserviente, pois só a ele caberá a decisão final.

 O líder poderá ser avaliado pelo resultado, pelo processo ou pela capacidade de motivar as pessoas, mas será crucial que tenha plena noção dos objetivos a serem alcançados e da estratégia a ser adotada. Deverá, portanto, trazer consigo o melhor da competência, do conhecimento e da experiência que conseguir adquirir e desenvolver.  


 ADVOGADA TATIANA AZAMBUJA MÜLLER BRANDÃO 

A FLEXIBILIDADE NOS PENSAMENTOS DO LÍDER           

                                                                                   "O mais incompreensível do mundo é que ele seja compreensível."

                                                                                                                   Albert Einstein  

            Uma das características necessárias para um líder deste século é a flexibilidade, pois esta torna-se necessária para promover sucesso em cenários imprevisíveis, que descartam métodos e planos na mesma velocidade em que a vida acontece, segundo a segundo.

            Partindo deste pressuposto, para que uma organização cresça, o verdadeiro líder precisa lembrar que cada ser humano é único e irrepetível, compreendendo a habilidade de liderar as pessoas com expressivo “jogo de cintura”, porque todas as pessoas sempre tem algo para adicionar no conjunto de qualquer organização, tornando a flexibilidade questão sine qua non.

            Quando o líder possui flexibilidade de pensamentos, é porque o mesmo trabalha com uma variedade de possibilidades, opções, caminhos, reforçando assim os opostos para que se possa estabelecer um equilíbrio necessário para a convivência com diversos tipos de pessoas e seus pensamentos, ou seja, se a mente de um líder for flexível, ele conviverá em harmonia com as pessoas a sua volta, caso contrário só conseguirá conviver bem com as pessoas que pensem da mesma forma que ele.

            No livro O Príncipe, de Maquiavel, o príncipe soberano deve saber se comportar ora como raposa, ora como leão. As alegorias são feitas no sentido de associar habilidade e esperteza sorrateira à raposa e, força e nobreza ao leão. Essa passagem evidencia a flexibilidade que o príncipe tem que possuir, colocando-se entre os atos nobres e os vícios dos homens, se a necessidade pra manter a sua condição assim exigir.

             “Um príncipe, para ter “virtú”, precisa mostrar-se apto à flexibilidade conforme as circunstâncias, do contrário fracassará”   Para Maquiavel, virtú é a flexibilidade moral, a disposição de fazer o que for necessário para alcançar e perenizar a glória cívica e a grandeza. Nos aspectos atuais podemos destacar a presença dos líderes, que são capazes de interagir com uma série de indivíduos, usando ferramentas apropriadas que os estimulam a obter melhores resultados, de maneira colaborativa.

      É importante que o líder mantenha equilíbrio para obter sucesso, geralmente  voltado para o alcance de resultados e para as pessoas. Quando se volta somente para os resultados, corre o risco de deixar a equipe desmotivada, quando ocorre o contrário pode deixar de atingir as metas. É fato de que o líder deve estar atento aos resultados e como eles são conquistados.

            Mas para que o líder obtenha estes resultados desejados, deve-se levar em conta o aperfeiçoamento da FLEXIBILIDADE, levando em consideração outros pensamentos, não precisando aceitá-los, mas analisando-os e tentando entender por que algumas pessoas pensam dessa forma, tornando o líder mais próximo de seus liderados. Mudar os pensamentos de acordo com a situação, isso é ter os pensamentos flexíveis.  Não podemos esquecer que a certeza absoluta é própria dos loucos e dos ignorantes.

Bibliografia

 - MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. Trad.: Pietro Nassetti. 2. Ed. São Paulo: Martin Claret, 2007.

- LONCAN, Sergio. LIDERANÇA. Power Point  - Slide 2 – Adesg Bahia. 

- http://isabelllinha0.blogspot.com/2011/06/como-melhorar-sua-flexibilidade-de.html. Disponível em: 29.07.2011. 


CAPITÃO PM-BA MOISES MEDINA TRAVESSA DE SOUZA

 

                        A COMPETÊNCIA EMOCIONAL É ESSENCIAL PARA O LÍDER ?

Partindo do príncipio que um líder para ser caracterizado como tal, reuni uma gama de características que, ao serem exploradas nas suas atividades cotidianas, fazem vir à tona as suas habilidades, que estão relacionadas ao saber fazer, ou seja, envolve a capacidade prática, física e mental e é adquirida, principalmente, através do treinamento e da experiência de vida. E, as suas competências, que podem ser analisadas no contexto organizacional e humano, as quais possuem uma série de instrumentos e referências teóricas na expectativa de atender uma necessidade do mundo atual, que gira em torno da competitividade e da constante ampliação do conhecimento, traduzidas pelo capital intelectual não só das pessoas que lideram as organizações, mas também, das que a compõem.

Sendo assim, é necessário entender, primeiramente, o que vem a ser competência. Para Fleury e Fleury (2001), “a competência está baseada em conhecimentos, habilidades e atitudes do indivíduo que agregam valor social a ele e valor econômico à organização, por meio de conhecimentos, recursos e habilidades”.

            Então, para entender a competência emocional de um líder, é necessário entender que a inteligência emocional (IE) é a capacidade que alguns indivíduos têm de se relacionarem de forma assertiva e positiva com as pessoas, mesmo nas adversidades, de terem persistência na busca de objetivos; e caracteriza a maneira como os indivíduos lidam com suas próprias emoções e com as emoções dos indivíduos ao seu redor. Ou seja, cabe ao líder, seja de qualquer tipo, para ter a sua liderança iniciada é imprescindível que tenha a perfeita sintonia entre as suas emoções e as dos seus liderados, o que dará a este uma probabilidade muito maior de influenciar pessoas em torno de um objetivo comum. 

            Para tanto, o conhecimento que o líder deve ter de si mesmo e do outro, o tornará diferenciado no mundo competitivo atual. Conhecer as suas emoções, dimensioná-las, saber expressá-las, torná-las aliadas e parceiras da sua racionalidade, na busca dos objetivos, têm se constituído na grande novidade em termos de capacitação do líder, área bastante explorada pelos setores de recursos humanos das entidades.

            Segundo Golemam (2002) o comportamento e as atitudes de cada líder é que os diferenciam, e estes sem dúvida influenciam no estilo predominante. O que torna muitas vezes necessário utilizar a emoção, pois esta é um meio de orientação o qual oferece a sabedoria intuitiva. O equilíbrio emocional, nas organizações, é muito importante e para isto faz-se necessário conhecer não só a inteligência racional como, também, a inteligência emocional, resultando em estratégias organizacionais com o foco nas pessoas, líderes e liderados, e estimulando o desenvolvimento da competência emocional buscando expandir as capacidades dos líderes e evitando que aconteçam “erros”, surgindo a capacidade de recuperação rápida, adquirindo assim a adaptação mental e emocional para liderar de qualquer integrante, ou seja, administrar “crises” e influenciar pessoas a atingirem o objetivo comum.

            Destarte, as emoções podem tornar o pensamento mais inteligente, e a inteligência pode permitir pensar e usar de modo mais apurado as emoções, ou seja, o líder deve estar sempre buscando sintonizar a sua competência emocional com a competência racional. Logo, ser líder é ter o domínio da sua emoção para que a racionalidade possa atuar.

            Vale salientar, que nos dias atuais mensurar é uma cobrança permanente. Então, como as organizações podem de fato medir a capacidade emocional dos seus líderes?, tendo em vista que as competências emocionais são fruto das capacidades individuais.  Sendo assim, o aprofundamento dos estudos que envolvem a competência emocional é uma tarefa que exige cada vez mais a interdisciplinaridade.

 Referências bibliográficas: 

FLEURY, Maria Tereza Leme; FLEURY, Afonso Construindo o conceito de competência RAC, Edição Especial 2001, p. 183-196, 2001. 

GOLEMAN, Daniel. O poder da inteligência emocional. 5. ed. São Paulo: Elsevier, 2002.


CONTADORA ROSANA SIMÕES DE JESUS DOS SANTOS

 

O LÍDER DEVE SER TEMIDO?

             Hodiernamente, muitos são os conceitos e recomendações para a atitude e qualidade de um bom líder, o que tem causado uma sensação, em algumas pessoas, que esse patamar de liderança é inacessível. Nesse contexto, surge o questionamento: o líder deve ser temido?

            Deve-se, antes de tudo, focar no ponto que é necessário ser analisado para obter com êxito o resultado almejado: o ambiente em que esse líder atuará, ou seja, o contexto, o nível de comprometimento e qualidade da equipe de liderados. Essa análise prévia irá determinar a postura a ser adotada pelo líder.

            Em qualquer situação encontrada, a liderança desenvolvida deverá ser aquela que desperte na equipe o desejo de fazer parte do negócio e das vitórias do mesmo, fazendo com que o grupo sinta-se parte integrante e importante da instituição e não um mero participante. Esse sentimento de integração só é possível quando os liderados confiam no seu líder, pois, possivelmente, este atua de forma motivadora e trabalha em prol de uma causa comum.

            Diante dessas circunstâncias, o líder não precisará ser temido, mas com certeza será respeitado e terá seguidores fiéis. A relação entre a liderança e os liderados não deve ser construída baseada no temor. Este gera desequilíbrio emocional, sensação de instabilidade e comprometimento superficial. Os seguidores compram a causa de uma organização se sentirem parte de uma família e não sob rigidez, arrogância e gritaria.

            O líder precisa ouvir e compreender a equipe, compartilhar metas, problemas e soluções, dar feedback, reconhecer talentos e saber se comunicar, pois o que deve ser dito, a depender de como for dito, terá ou não um bom resultado. O temido não consegue manter por muito tempo os membros de sua equipe, pois esses procurarão ambientes mais saudáveis e em que sejam reconhecidos.

            Em última análise, não se pode confundir o exercício de autoridade, legitimado pela hierarquização, com o autoritarismo de um chefe, que não tem compromisso com seus liderados. De fato é necessário um dirigente a quem se possa atribuir a responsabilidade na tomada de decisões, alguém com atitude suficiente que assuma os riscos, influencie e desenvolva pessoas que se empenhem voluntariamente nos objetivos do grupo, inspire confiança por força do caráter, busque e obtenha os resultados desejados com a equipe e não somente através dela, e compartilhe o triunfo alcançado.

REFERÊNCIAS:

http://www.adesgba.org, Slides de aulas, Sergio Loncan

http://exame.abril.com.br/negocios/gestao/vicente-falconi/noticias/chefe-deve-ser-amado-ou-temido-557805

http://www.comunidadevendamais.com.br/php/verComunidade.php?id=101&t=275

http://www.clube-positivo.com/biblioteca/pdf/lider.pdf

http://www.brasilcultura.com.br/filosofia/nicolau-maquiavel-1469-1527/

http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/lider/31860


TECNÓLOGO ALEXANDRE WAGNER DE OLIVEIRA

 

A LIDERANÇA AUTOCRÁTICA; QUANDO E COMO? 

Janeiro de 2010. A tropa brasileira do contingente servindo sob a égide da ONU no Haiti havia passado por um longo período de preparação, que tivera início em junho de 2008. Era essencialmente integrada por militares da 11ª Brigada de Infantaria Leve (Garantia da Lei e da Ordem – GLO), sediada em Campinas – SP. Essa tropa é especializada em operações de controle de distúrbios civis e composta de soldados aptos a superar os desafios inerentes a essa atividade e também com experiência em operações urbanas, além de outros componentes das Forças Armadas. No dia 12 do mesmo mês ocorreu o maior desastre humanitário da humanidade nos últimos cem anos: o terremoto do Haiti.

A devastação causada pelo abalo sísmico de magnitude 7.0 na escala Richter, naquele dia, foi o fato gerador do maior e mais longo esforço militar-humanitário da Organização das Nações Unidas (ONU), em seus 62 anos de fundação. Foram destruídas grandes áreas de Porto Príncipe, e áreas a oeste desta, matando, segundo as estimativas oficiais, cerca de 230 mil pessoas, deixando mais de 2 milhões de desabrigados e outras milhares de pessoas presas sob os escombros e que jamais serão contabilizadas com extaidão.

A missão do Batalhão Brasileiro (BRABATT), a partir de então, mudara radicalmente. A estratégia planejada para a estabilização de um dos países mais pobres do planeta; a tática de emprego das unidades militares dos diversos países que compunham a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH) e, consequentemente, o estilo de liderança exercida pelo comando brasileiro daquela força internacional, também sofreria os reflexos daquele momento, e mudaria, diante da necessidade de obter-se resultados imediatos através da implementação de diretrizes e ordens, inclinando assim, o estilo de liderança participativa (que oficialmente é a regra no Exército Brasileiro) para o estilo autocrático, ou autoritário, de comando. Rumos foram mudados, e apesar da tropa estar preparada para atuar segundo as condições políticas, geográficas e até meteorológicas, o comando militar agora deveria imolar-se na missão de manter a qualquer custo a capacidade de organização, coordenação e controle das ações militares de caráter humanitário a serem implementadas, sem que houvesse, no entanto, detrimento do nível de segurança das instalações e da população em geral, que agora via centenas de presidiários ganharem a liberdade em fugas maciças decorrentes dos desabamentos de penitenciárias e cadeias públicas da capital. Diante do caos, era fundamental estabelecer e manter a capacidade de comandar, os canais de comunicações e a continuidade da cadeia de suprimento das tropas, sendo que a primeira condição somente seria possível, se o senso de hierarquia e disciplina se mantivesse intocável, e a moral da tropa permanecesse alta, à revelia do nível de estresse individual e coletivo, da privação de recursos, e do nível de esgotamento físico e mental que seguiriam-se nos próximos dias, e semanas, tal qual afirmou PINHEIRO (2011) e KEEN (2011), comandantes, respectivamente, das Forças de Paz da ONU, sob o comando do Brasil, e da Força-Tarefa-Conjunta-Haiti (JTF-H, na sigla original em inglês) das Forças Armadas estadudinenses, que apoiou a ONU em mais de 22 mil militares, 58 aeronaves e 23 navios, a partir do dia 13 de janeiro, e pertencentes ao Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM), e empregada como Força de Resposta Global daquele país. Segundo o Centro de Informação das Nações Unidas - UNIC Rio (2010), o comando militar de todos os 8.609 militares que compõem a MINUSTAH, provenientes de 19 países, é exercido por generais brasileiros desde 2004. Desafios e situações como essas são inerentes à países que são alçados à condição de atores globais e passam a exercer, ainda que discretamente, a liderança regional no contexto geopolítico onde estão inseridos, assim, BRASIL (1991) afirma que hoje, mais do que nunca, o Exército Brasileiro precisa de chefes da mais alta têmpera, porque a arte militar é essencialmente dependente dos valores humanos e a progressão e evolução dos meios materiais acarreta a necessidade de avanços nas demais áreas de atuação profissional. Pensa-se ainda que o Homem, com suas virtudes e fraquezas, emoções, anseios e frustrações, constitui o elemento propulsor da engrenagem que conduz o Exército à realização de seus objetivos e, conclui que, liderança é um componente da chefia militar que diz respeito ao domínio afetivo do comportamento dos subordinados compreendendo todos os aspectos relacionados com valores, atitudes, interesses e emoções que permite ao militar, no exercício de um cargo, conduzir seus liderados ao cumprimento das missões e à conquista dos objetivos determinados. Relaciona-se tal conceito de liderança a atributos da área afetiva, atitudes, caráter, crenças, ética militar (que é o conjunto de regras ou padrões que leva o profissional militar a agir de acordo com o sentimento do dever, dignidade militar e decoro da classe.), interesses, motivação, normas e valores.

Em nenhuma outra organização, a liderança autocrática é mais evidenciada do que nas lides militares, também em nenhuma outra profissão devota-se a própria vida à defesa da Nação, de suas Instituições e desse mesmo código moral, como condição para a conquista do objetivo principal. Todavia, esse estilo perde força para o denominado liderança participativa, uma vez que os comandantes necessitam, cada vez mais, de um assessoramento técnico para a tomada de decisões especializadas. Cabe ressaltar que Brasil (1991) afirma que a hierarquia militar proporciona a estrutura para a liderança e estabelece os diversos escalões da organização, dentro dos quais os elementos atuam e exercem diferentes graus de liderança, enquanto que as doutrinas de liderança e de combate formam um todo integrado, e estabelece os seguintes princípios para nortear os estudos em busca do aperfeiçoamento dessa doutrina: 1. conhecer sua profissão, conhecer-se e buscar o auto-aperfeiçoamento; 2. assumir a responsabilidade por seus atos e decidir com acerto e oportunidade; 3. desenvolver o senso de responsabilidade em seus liderados; 4. servir de exemplo a seus liderados; 5. Conhecer, cuidar do bem-estar de seus liderados e mante-los informados; 6. assegurar-se de que as ordens são compreendidas, fiscalizadas e executadas; 7. treinar seus liderados como uma equipe, atribuindo missões de acordo com as possibilidades destes. A liderança autocrática dá ênfase à responsabilidade integral do líder que fixa normas, estabelece objetivos e avalia resultados. O líder é o único a encontrar as melhores soluções para a sua equipe. Espera que os liderados executem seus planos e ordens sem qualquer ponderação. Estabelece normas rígidas, inspeciona os subordinados nos mínimos detalhes e determina os padrões de eficiência usando para motivar os homens o sistema de recompensas e punições. O líder autocrático baseia sua atuação numa disciplina formal em busca de uma obediência imposta. O principal problema deste tipo de liderança é o desinteresse pelas idéias dos subordinados, não utilizando plenamente a sua criatividade. O uso deste estilo de liderança pode gerar descontentamento dentro da equipe e, o que é mais grave, inibe a iniciativa do subordinado, além de não considerar os aspectos humanos, entre eles o relacionamento líder-liderados.

Segundo Lopes (2008), na liderança autocrática o líder centraliza totalmente a autoridade e as decisões. Os subordinados não têm nenhuma liberdade de escolha. O líder autocrático é dominador, emite ordens e espera obediência cega dos subordinados. Os grupos submetidos à liderança autocrática apresentam maior volume de trabalho produzido, com evidentes sinais de tensão, frustração e agressividade. O líder é temido pelo grupo, que só trabalha quando ele está presente. A liderança autocrática enfatiza somente o líder e tende a ser personalizada qualquer forma de reconhecimento, quer seja positivo ou negativo. Detalhismo exacerbado e foco nos resultados são outras características deste estilo de liderança.

Segundo Jones (2003), esse estilo funciona até que algo dá errado. As grandes empresas devem tomar a maioria das decisões de forma democrática, exceto em tempos de crise ou quando não há consenso. A liderança puramente autocrática se torna gargalo, porque as pessoas aprendem que a melhor habilidade de sobrevivência é perguntar primeiro ao chefe antes de tomar uma decisão.

Conclui-se que o estilo autocrático de liderança tende a trazer mais malefícios do que razões para o sucesso da equipe, haja vista a personificação do poder na figura do líder, porém, é um recurso indispensável quando se necessita de controle total de ações e emprego de meios disponíveis em prol de um objetivo específico, e, principalmente, considerando-se que tais situações ocorram sob uma situação de crise, risco eminente ou ainda em situações temporárias onde a relação líder-liderado perde importância diante dos fatos, não havendo espaço para flexibilidade no cumprimento de ordens e determinações expedidas pelo líder. No campo militar, o comando é uno e por mais que hajam assessores a oferecerem toda sorte de informações e suporte técnico, ainda resta ao Comandante o poder da decisão!


 

REFERÊNCIAS

 

BRASIL. Portaria nº 088-3ª SCH/EME, de 19 de setembro de 1991. INSTRUÇÕES PROVISÓRIAS IP 20-10, Estado-Maior do Exército, 1. ed. Brasilia: EGGCF, 1991. 

JONES, D. - Liderança autocrática - até falhar, de 6 de maio, 2003. Disponível em: < http://www.usatoday.com/news/nation/2003-06-05-raines-usat_x.htm> 

KEEN, P.K. - Resposta a Desastres no Exterior: Observações da Força-Tarefa Conjunta-Haiti, p. 66-78, Mar e Abr , 2011. Disponível em: <http://usacac.army.mil/CAC2/MilitaryReview/Archives/Portuguese/MilitaryReview_20110430_art012POR.pdf> 

LOPES, A.O - Revista Científica Eletrônica de Administração – ISSN: 1676-6822, Garça-SP, ano VIII, n. 14, p. 5, Jun, 2008. Disponível em: <http://www.fac.br/Revista_eletronica/O_papel_da_lideranca_no_ato_de_gerenciar_pessoas_com_sucesso.pdf> 

ONU. UNIC Rio, 2010. Disponível em: <http://unicrio.org.br/haiti/historico/> 

PINHEIRO, A.P. - A Atuação do Batalhão Brasileiro Após o Terremoto do Haiti, p. 31-37, Jan e Fev, 2011. Disponível em: <http://usacac.army.mil/CAC2/MilitaryReview/Archives/Portuguese/MilitaryReview_20110228_art009POR.pdf>


SOCIÓLOGA FERNANDA FURTADO

 

A FORÇA DA MOTIVAÇÃO NA LIDERANÇA

 

Desde as formas de organização mais antigas às quais a história da humanidade remonta, a necessidade de líderes sempre existiu. Onde houver um grupo de pessoas, sempre haverá a necessidade de alguém para orientar e dirigir os esforços em prol de um objetivo comum, ou até mesmo para dirimir os conflitos inerentes ao convívio entre as pessoas. Essa necessidade parece indiscutível e torna o atributo da liderança uma capacidade valiosa. Mas como exercer a liderança? Como conseguir a aderência dos membros de um grupo a um objetivo? Uma resposta possível está na motivação.

Existem muitos estudos sobre a motivação, a maior parte deles voltada para as relações de trabalho. Isso se deve ao fato de que, com a revolução industrial e o desenvolvimento do capitalismo, a questão da produtividade tornou-se cada vez mais importante. Logo se percebeu que um número maior de horas trabalhadas ou a disponibilidade dos melhores instrumentos de trabalho não necessariamente levavam a uma maior produtividade. Entrou em cena então o fator humano, e a motivação passou a ser uma preocupação constante para os administradores.

Um trabalhador pode ter todas as qualidades e as ferramentas necessárias para realizar o seu trabalho, mas nada disso garante que ele dará o melhor de si. No entanto, essa mesma pessoa, se motivada, será altamente produtiva e empreenderá seu esforço a fim de enfrentar os óbices que encontrar em seu caminho.

A motivação se refere às forças que dirigem e sustentam os esforços de uma pessoa. Todo comportamento, exceto reflexos involuntários, é motivado. Ela é, portanto, um elemento chave da liderança, pois um dos grandes desafios do líder é fazer com que as pessoas se empenhem voluntariamente em alcançar um objetivo. O verdadeiro líder não consegue simplesmente que as pessoas façam o que é preciso, mas que elas queiram fazer o que é preciso. Por isso, é fundamental que ele compreenda o que leva as pessoas a trabalharem com mais ou menos afinco.

A teoria mais tradicional sobre a motivação, dentro do campo das relações de trabalho, vê o dinheiro como o principal motivador e prevê recompensas financeiras atreladas ao desempenho de cada trabalhador. No entanto, essa teoria não dá conta da complexidade da psique humana. Os valores, princípios e necessidades de cada grupo ou indivíduo fazem com que muitas outras coisas possam se tornar fatores de motivação mais importantes do que a mera recompensa financeira.

Estudiosos do campo constataram que os aspectos mais motivadores que os trabalhadores encontram em seus trabalhos são o sentimento de pertencimento a um grupo e o reconhecimento de seu valor pessoal perante esse mesmo grupo. Os estudos sobre motivação apontam ainda como fatores motivadores a realização que se obtém de uma atividade, o desafio e responsabilidade inerentes a essa atividade, o reconhecimento do desempenho e a perspectiva de crescimento e desenvolvimento pessoal e profissional. Todos esses fatores estão intrinsecamente ligados e apontam uma necessidade de valorização das relações humanas.

Os liderados precisam ser reconhecidos como participantes essenciais do grupo e desafiados em seu pleno potencial para que possam aderir com todo seu empenho ao objetivo da equipe. Por isso, somente um líder capaz de valorizar as pessoas ao seu redor, identificando as capacidades e necessidades de seus seguidores, pode atingir a verdadeira eficácia em sua liderança.

A motivação não é algo que os líderes injetam em seus seguidores, mas algo que é descoberto, acionado e explorado em cada um deles. É tarefa do líder, portanto, buscar entender o mecanismo que aciona a motivação nos indivíduos e nos grupos. Uma compreensão da natureza humana é então essencial para liderar pessoas.

Bibliografia

- LARA, Leandro; LUCCA, Rodrigo; PIVA, Silvio. Liderança e Motivação no Ambiente Organizacional. Faculdades Integradas Campos Salles. 2000. Disponível em http://www.maurolaruccia.adm.br/trabalhos/lider1.htm

- MACHADO, Roberto. Liderança e motivação: mantendo a motivação no trabalho em equipes. 2008. Disponível em http://www.doceshop.com.br/blog/lideranca-e-motivacao-mantendo-a-motivacao-no-trabalho-de-equipes/

- SCHNEIDER, Alexandre Marcelo. Liderança – tendências e demandas. Disponível em http://schneider.pro.br/ , sem data de referência.


 

COMUNICÓLOGO EDMAR FERNANDES

O LÍDER E A EMOÇÃO

 

Antes de entrar no mérito da questão, que visa abordar através deste artigo “O Líder e a emoção”, na disciplina Liderança ministrada pelo Comandante Professor Sérgio Loncan, no curso de especialização em Política e Estratégia versão 2011, faz-se necessário que entendamos alguns aspectos importantes, primeiro que vivemos na era da informação, onde segundo Mc Luhan vivemos em uma “aldeia global”, o mundo vive interligado, com estreitas relações econômicas, políticas e sociais, fruto da evolução e desenvolvimento das tecnologias de comunicação, segundo aspecto que em conseqüência do avanço da política da informação inevitavelmente ocorre à valorização da liderança nas organizações, inexistindo dogmas, buscando cada vez mais a eficácia.

Quando nos referimos à emoção o primeiro passo é entendermos que o pensamento é a sua fonte geradora, somos indivíduos, únicos, com características e vivências diferentes, influenciados pelo ambiente sócio-político-cultural em que estamos inseridos. O líder é antagônico ao chefe, enquanto o chefe diz “vá” o líder diz “vamos”, este envolvimento já cria o primeiro laço emocional, lidar com a emoção é muito difícil, pois a mesma nasce de conflitos da mente e muitas vezes supera a razão. O líder tem a habilidade de influenciar seus seguidores, quem influencia atua de forma direta no emotivo das pessoas, gerando ações, atitudes que moldam o catalisador que chamamos de caráter, buscar o equilíbrio do cérebro racional e do cérebro emocional, talvez seja o maior desafio.

Entender que o ser humano não consegue dominar em sua plenitude as suas emoções, que não somos perfeitamente equilibrados, que precisamos conhecer o nosso “eu” e principalmente sermos líderes de nós mesmos, demonstra que liderança é um exercício diário, onde para atingir o objetivo comum o alicerce está no tripé influencia confiança e caráter.

“Tudo o que somos é o resultado do que pensamos” Sidharta Gautama


ADMINISTRADOR GUSTAVO DANTAS

COACHING PARA DESENVOLVER AS PESSOAS

Para tudo na vida, precisamos de treino e dedicação. Nos esportes, treinamento é fundamental e não é raro de se ver que os maiores lideres do esporte, são os que mais treinaram, ficavam ate mais tarde praticando mais e mais. Tropas militares também treinam exaustivamente a fim de procurar chegar o mais perto da perfeição. No mundo profissional o treinamento também é de supra importância para promoções e para empresários que procuram o melhor para seus clientes, colaboradores e fornecedores. Um líder pode e deve ser treinado. O termo coaching, que significa treinador em inglês, esta em curso nos debates sobre liderança e os profissionais, começam a enxergar os benefícios deste treinamento. O coaching deve ser continuo, ao longo de toda uma carreira. Não deve estar restrito a uma conversa individual e esporádica entre o treinador e seus pupilos. Segundo William Butler Yeats “Educar não é encher um balde, mas acender uma chama”.

Um líder coaching, passara uma boa parte do seu tempo, desenvolvendo e treinando o seu time na companhia. Anos passarão ate o time estar jogando em harmonia. Descobrindo e desenvolvendo as habilidades marcantes de cada um, o líder estará investindo no futuro da companhia e no futuro profissional de cada um. Estas habilidades podem e devem ser desenvolvidas e cabe ao líder, ter a sensibilidade de perceber e investir no potencial individual.

Estes lideres que praticam o coaching devem criar um ambiente propicio ao aprendizado e procurar derrubar as barreiras que impedem a absorção do treinamento na empresa. Para isso, o líder coaching tem que procurar cada um individualmente, conversas pessoais, descobrir seus anseios e suas aspirações pessoais, tratar cada um de acordo como eles precisam ser tratados. Incentivar cada um a procurar o coaching pessoal é a chave para o desenvolvimento. Esta procura ajuda o individuo a descobrir seus pontos fracos e fortes e desenvolver habilidades. Uma verdadeira busca pelo autoconhecimento. Todos devem praticar o coaching a todo o momento. Treinando duro, todos os dias, com certeza os frutos virão e venceremos o maior campeonato de todos, a busca pelo autoconhecimento e realização pessoal e profissional.

 


 

MAJOR SELMA IARA GOMES LOPES TAVARES

“SER TODO OUVIDOS”: O SEGREDO DA MELHOR LIDERANÇA

 

A chegada do terceiro milênio vem provocando, mundialmente, a quebra de paradigmas já sedimentados pelas sociedades, sobretudo no que se refere às questões humanistas. A relação de poder, de superioridade, de domínio sobre o outro, ganha uma nova roupagem ao se constatar que ninguém é dono do saber, que não há quem saiba tudo e que tampouco se é capaz de se dar conta de tudo sozinho. Tal constatação implica ratificar que somos seres sociáveis e que, portanto, urge o saber (com)-viver. Todavia, a convivência requer, antes de tudo, Sabedoria e Humildade na prática de nossas relações e de nossas ações.

Os avanços científicos e tecnológicos, o fácil e rápido acesso às informações, a derrubada de fronteiras entre as comunicações, o próprio fenômeno da globalização, tudo isso tem gerado novas demandas para as sociedades atuais. A principal delas acredita-se ser a preeminência da urbanidade, isto é, do bom convívio social, sobretudo no ambiente de trabalho, onde o foco é geralmente a competitividade. Nota-se que ao mesmo tempo em que o desenvolvimento daqueles fatores aproxima o homem, ele também os distancia por atribuir-lhes um caráter individualista, ganancioso, desejoso de poder; comportamentos e/ou sentimentos que revelam quão a humanidade ainda está aquém de uma conduta sábia e humilde.

Assim, não há como pensar a urbanidade sem se considerar a essência que permeia esse princípio – o Respeito. Respeitar o outro é saber lidar com as diferenças, é aceitá-lo na sua individualidade, ainda que não se compartilhe com seus princípios e valores. É compreender que muito pode ser apreendido com essas diferenças e que esse aprendizado contribui para o crescimento individual e coletivo. Trazendo-se esse princípio para o ambiente de trabalho, surge, então, uma segunda demanda – a Gestão de Pessoal – que, grosso modo, nada mais é do que gerir, administrar as relações entre as pessoas que convivem num mesmo espaço. Em outras palavras, esta ação é mais conhecida como Liderar.

Se tomarmos esse vocábulo como primitivo, dele derivarão dois outros não menos significativos, para este contexto, ainda que o primeiro se dê por um processo de formação regressiva e o outro, pelo de afixação: líder (o que dirige, guia, gerencia) e liderança (resultado da ação do líder). Fato é que a ação de liderar não é uma ação solitária, ninguém lidera a si próprio e, por isso, o líder deve saber conviver; mas, para tanto, antes de qualquer outro princípio, deve ser sábio o bastante para respeitar as individualidades, para compreender as necessidades do outro e a do grupo e agir em prol da coletividade, mesmo que, para isso, tenha que preterir a do indivíduo e/ou a sua mesma.

Entende-se com isso que o Líder deva ter características marcantes que o destaquem dos demais, não pela arrogância, prepotência ou sede de poder, mas pelo reconhecimento do outro, pela aceitação da coletividade que vê nele um exemplo a ser seguido. Neste sentido, ressalta-se aqui, como uma dessas características, a de ouvinte. O líder ouvinte é aquele que sabe silenciar quando todos querem falar. É aquele que sabe ouvir com o coração o que muitos externam em nome de uma pseudo-razão. É aquele que está pronto a entender o outro porque é capaz de enxergar nas limitações do indivíduo a pretensa superioridade deste. É aquele que não se surpreende diante das adversidades porque, no seu silêncio interior, atento a tudo o que dizem, escuta o que muitos só ouvem. Por isso, exerce a melhor liderança.

Não se trata aqui de escalonar por ordem de prioridade as características do líder, tampouco de atribuir-lhes um determinado grau de importância. O que se pretende com este artigo é salientar o papel do líder, enquanto gestor de pessoas, evidenciando uma das características que menos é desenvolvida nesta prática, mas que, antagonicamente, deveria ser prioritária. Retomando o início deste texto, viu-se que as sociedades de hoje carecem da boa convivência e clamam por ela, por uma interação mais harmoniosa, onde as trocas se dão de forma agregadora para ambas as partes. Viu-se, ainda, que Liderança, Sabedoria e Humildade se completam, formando o tripé que sustenta a base de toda relação humana, o Respeito. E viu-se, por fim, que tudo isso só se torna possível quando se é “todo ouvidos”.

Postos todos esses preceitos e tendo por base as premissas de que “ninguém nasce líder” nem “ninguém é dono da razão”, caberiam aqui alguns questionamentos para posteriores reflexões: estará o homem preparado para atender a essas duas demandas ou para exercer a prática de uma ação tão suprema que só um homem, até hoje, foi capaz de realizar? Será o homem capaz de revestir-se de valores tão nobres que o dignifiquem gerenciar a conduta alheia? Será que a liderança deve ser um atributo desenvolvido apenas nas relações organizacionais ou em toda e qualquer relação social? Contrariando a todas essas expectativas, conclui-se que liderar é ação de todos, isto é, todos são capazes de exercer lideranças, desde que estejam prontos a entender o que é ser um líder. Sendo assim, Que tipo de Líder é você?
 


ADMINISTRADOR GUSTAVO DANTAS

COACHING PARA DESENVOLVER AS PESSOAS

Para tudo na vida, precisamos de treino e dedicação. Nos esportes, treinamento é fundamental e não é raro de se ver que os maiores lideres do esporte, são os que mais treinaram, ficavam ate mais tarde praticando mais e mais. Tropas militares também treinam exaustivamente a fim de procurar chegar o mais perto da perfeição. No mundo profissional o treinamento também é de supra importância para promoções e para empresários que procuram o melhor para seus clientes, colaboradores e fornecedores. Um líder pode e deve ser treinado. O termo coaching, que significa treinador em inglês, esta em curso nos debates sobre liderança e os profissionais, começam a enxergar os benefícios deste treinamento. O coaching deve ser continuo, ao longo de toda uma carreira. Não deve estar restrito a uma conversa individual e esporádica entre o treinador e seus pupilos. Segundo William Butler Yeats “Educar não é encher um balde, mas acender uma chama”.

Um líder coaching, passara uma boa parte do seu tempo, desenvolvendo e treinando o seu time na companhia. Anos passarão ate o time estar jogando em harmonia. Descobrindo e desenvolvendo as habilidades marcantes de cada um, o líder estará investindo no futuro da companhia e no futuro profissional de cada um. Estas habilidades podem e devem ser desenvolvidas e cabe ao líder, ter a sensibilidade de perceber e investir no potencial individual.

Estes lideres que praticam o coaching devem criar um ambiente propicio ao aprendizado e procurar derrubar as barreiras que impedem a absorção do treinamento na empresa. Para isso, o líder coaching tem que procurar cada um individualmente, conversas pessoais, descobrir seus anseios e suas aspirações pessoais, tratar cada um de acordo como eles precisam ser tratados. Incentivar cada um a procurar o coaching pessoal é a chave para o desenvolvimento. Esta procura ajuda o individuo a descobrir seus pontos fracos e fortes e desenvolver habilidades. Uma verdadeira busca pelo autoconhecimento. Todos devem praticar o coaching a todo o momento. Treinando duro, todos os dias, com certeza os frutos virão e venceremos o maior campeonato de todos, a busca pelo autoconhecimento e realização pessoal e profissional.

 


 

MAJOR SELMA IARA GOMES LOPES TAVARES

“SER TODO OUVIDOS”: O SEGREDO DA MELHOR LIDERANÇA

 

A chegada do terceiro milênio vem provocando, mundialmente, a quebra de paradigmas já sedimentados pelas sociedades, sobretudo no que se refere às questões humanistas. A relação de poder, de superioridade, de domínio sobre o outro, ganha uma nova roupagem ao se constatar que ninguém é dono do saber, que não há quem saiba tudo e que tampouco se é capaz de se dar conta de tudo sozinho. Tal constatação implica ratificar que somos seres sociáveis e que, portanto, urge o saber (com)-viver. Todavia, a convivência requer, antes de tudo, Sabedoria e Humildade na prática de nossas relações e de nossas ações.

Os avanços científicos e tecnológicos, o fácil e rápido acesso às informações, a derrubada de fronteiras entre as comunicações, o próprio fenômeno da globalização, tudo isso tem gerado novas demandas para as sociedades atuais. A principal delas acredita-se ser a preeminência da urbanidade, isto é, do bom convívio social, sobretudo no ambiente de trabalho, onde o foco é geralmente a competitividade. Nota-se que ao mesmo tempo em que o desenvolvimento daqueles fatores aproxima o homem, ele também os distancia por atribuir-lhes um caráter individualista, ganancioso, desejoso de poder; comportamentos e/ou sentimentos que revelam quão a humanidade ainda está aquém de uma conduta sábia e humilde.

Assim, não há como pensar a urbanidade sem se considerar a essência que permeia esse princípio – o Respeito. Respeitar o outro é saber lidar com as diferenças, é aceitá-lo na sua individualidade, ainda que não se compartilhe com seus princípios e valores. É compreender que muito pode ser apreendido com essas diferenças e que esse aprendizado contribui para o crescimento individual e coletivo. Trazendo-se esse princípio para o ambiente de trabalho, surge, então, uma segunda demanda – a Gestão de Pessoal – que, grosso modo, nada mais é do que gerir, administrar as relações entre as pessoas que convivem num mesmo espaço. Em outras palavras, esta ação é mais conhecida como Liderar.

Se tomarmos esse vocábulo como primitivo, dele derivarão dois outros não menos significativos, para este contexto, ainda que o primeiro se dê por um processo de formação regressiva e o outro, pelo de afixação: líder (o que dirige, guia, gerencia) e liderança (resultado da ação do líder). Fato é que a ação de liderar não é uma ação solitária, ninguém lidera a si próprio e, por isso, o líder deve saber conviver; mas, para tanto, antes de qualquer outro princípio, deve ser sábio o bastante para respeitar as individualidades, para compreender as necessidades do outro e a do grupo e agir em prol da coletividade, mesmo que, para isso, tenha que preterir a do indivíduo e/ou a sua mesma.

Entende-se com isso que o Líder deva ter características marcantes que o destaquem dos demais, não pela arrogância, prepotência ou sede de poder, mas pelo reconhecimento do outro, pela aceitação da coletividade que vê nele um exemplo a ser seguido. Neste sentido, ressalta-se aqui, como uma dessas características, a de ouvinte. O líder ouvinte é aquele que sabe silenciar quando todos querem falar. É aquele que sabe ouvir com o coração o que muitos externam em nome de uma pseudo-razão. É aquele que está pronto a entender o outro porque é capaz de enxergar nas limitações do indivíduo a pretensa superioridade deste. É aquele que não se surpreende diante das adversidades porque, no seu silêncio interior, atento a tudo o que dizem, escuta o que muitos só ouvem. Por isso, exerce a melhor liderança.

Não se trata aqui de escalonar por ordem de prioridade as características do líder, tampouco de atribuir-lhes um determinado grau de importância. O que se pretende com este artigo é salientar o papel do líder, enquanto gestor de pessoas, evidenciando uma das características que menos é desenvolvida nesta prática, mas que, antagonicamente, deveria ser prioritária. Retomando o início deste texto, viu-se que as sociedades de hoje carecem da boa convivência e clamam por ela, por uma interação mais harmoniosa, onde as trocas se dão de forma agregadora para ambas as partes. Viu-se, ainda, que Liderança, Sabedoria e Humildade se completam, formando o tripé que sustenta a base de toda relação humana, o Respeito. E viu-se, por fim, que tudo isso só se torna possível quando se é “todo ouvidos”.

Postos todos esses preceitos e tendo por base as premissas de que “ninguém nasce líder” nem “ninguém é dono da razão”, caberiam aqui alguns questionamentos para posteriores reflexões: estará o homem preparado para atender a essas duas demandas ou para exercer a prática de uma ação tão suprema que só um homem, até hoje, foi capaz de realizar? Será o homem capaz de revestir-se de valores tão nobres que o dignifiquem gerenciar a conduta alheia? Será que a liderança deve ser um atributo desenvolvido apenas nas relações organizacionais ou em toda e qualquer relação social? Contrariando a todas essas expectativas, conclui-se que liderar é ação de todos, isto é, todos são capazes de exercer lideranças, desde que estejam prontos a entender o que é ser um líder. Sendo assim, Que tipo de Líder é você?
 


ADMINISTRADOR HELIO ACTIS

 

LIDERAR COM O CORAÇÃO

 Há vários tipos de líderes e várias formas de liderar, com inúmeras regras e “leis” tentando definir e orientar a atuação do líder perante os liderados. 

 Uma das definições clássicas de liderança, contida na enciclopédia eletrônica Wikipédia, afirma que “liderança é o processo de conduzir um grupo de pessoas”. Esse conceito surge de um dos expoentes da Administração, fundador da Teoria Clássica da Administração, o engenheiro Henry Fayol. Conforme constante da sua principal obra, “Aministration Industrielle et Générale” (1916), liderança é entendida como COMANDO (COMANDAR, na acepção de MANDAR – COM). Dessa forma, os liderados transformam-se numa equipe que gere resultados, no sentido de se poder coordenar em um comando (se esse for pequeno) ou subdividi-lo (se for grande), com liderança e/ou coordenação. Deve o líder ter a habilidade de motivar e influenciar os liderados, de forma ética e positiva, a fim de que contribuam voluntariamente e com entusiasmo para alcançarem os objetivos da equipe e da organização, dentro do planejamento estratégico organizacional, e de possível CONTROLE, segundo Fayol.

No entanto, para conquistar a confiança e a adesão dos liderados, seja qual for a sua linha adotada, o líder deverá manter um forte elo de amizade com o grupo, dando-lhe constantemente feedback e também recebendo feedback dos liderados. Em suma, deverá usar a afetividade. Afetuoso é aquele que age com amor, amizade, estima, simpatia ou apego, ou seja, que usa o coração nas suas relações.

 O coração é a sede dos sentimentos do homem. Salomão, rei de Israel, nos ensina que devemos prioritariamente guardar o coração porque dele procedem as saídas da vida. Ainda na Bíblia, Deus diz que a boca fala do que o coração está cheio. Usar o coração significa se entregar de corpo e alma a um projeto ou tarefa, colocando nesse empreendimento toda a sua energia. Para que os liderados ajam com o coração, ou como se diz popularmente “vistam a camisa”, é necessário que o líder esteja comprometido com suas convicções pessoais, mas também com a missão, a visão e os valores da organização. Deve estar comprometido, ainda, com a qualidade e o desempenho de sua equipe. Com esse grau de comprometimento o líder sente-se parte do que faz e está em coesão com a sua meta, a qual deve se alinhar com a da organização. 

A afetividade é o cimento das nossas instituições, manifestando-se em forma de companheirismo e amizade. 

Alguns líderes utilizaram com maestria a afetividade em sua relação com o grupo ou com o público. Um deles foi o último governante do Brasil, chamado carinhosamente de Lula, apelido que passou a integrar o seu nome. Ainda em campanha, Lula pronunciou uma frase que foi amplamente divulgada pela imprensa: “Eu não acredito que o Brasil possa ser governado só pela razão estatística; este País tem de ser governado com o coração”. 

Sem entrar no mérito da eficiência do seu governo, pelos seus discursos notava-se que o ex-presidente liderava com o coração, encantando chefes de Estado, empresários ou simples trabalhadores com gestos e palavras sinceras, utilizando sempre o bom humor, a afetividade e a sua marca registrada, o carisma.

Outro líder que também liderou com o coração foi o pacifista indiano Mahatma Gandhi, que conseguiu o que nem os políticos e nem o exército haviam conseguido: a independência da Índia e a criação do Estado muçulmano do Paquistão, apenas utilizando as suas atitudes e palavras pela não-violência. Sua liderança nunca se baseou em autoridade ou coação. Acreditava que somente poderia pedir para as pessoas aquilo que ele mesmo pudesse fazer. Sabia que sua liderança viria do exemplo e do serviço. Gandhi foi um líder servidor. É dele a frase: “Só o amor cura, nutre, une, entusiasma, faz nascer, alivia, materializa, motiva... possibilita a vida!” E os resultados simplesmente aconteceram. 

Todos os gestores reconhecem a influência do coração nas decisões. Portanto, para ser um bom gestor e liderar sua equipe com melhores resultados, o líder deverá entre outras habilidades, utilizar a lei do coração. E verá a resposta extraordinária da equipe, assim como os resultados acima do esperado surgirem. 

GAUDÊNCIO, Paulo. Superdicas para se tornar um verdadeiro líder. 2. Ed. São Paulo: Saraiva, 2009.

MAXWELL, John C. As 21 Irrefutáveis Leis da Liderança. São Paulo, Ed. Mundo Cristão, 2000.

WIKIPÉDIA. Liderança. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Liderança. Acesso em 26/07/2011.


COMUNICÓLOGA TALITA SILVA

O QUE O LÍDER DEVE SABER SOBRE O CONTROLE DAS EMOÇÕES

                

                    A palavra ‘emoção’, no Latim emovere, significa “deslocar”, ou emotionem, derivado de uma forma composta de duas palavras latinas: ex, "para fora", e motio, "movimento”. A etimologia sugere que a emoção é uma reação que se apresenta frente a algumas situações que, pela sua intensidade, mobilizam-nos para algum tipo de ação.

É errôneo confundir emoções com sentimentos, pois são campos distintos, uma vez que a emoção é de curta duração e o sentimento não. Este último é um estado afetivo mais durável, de intensidade menor e de pouca interferência na capacidade de raciocínio em situações de grande estresse. Amor e ódio são considerados sentimentos, já a paixão e a raiva são emoções.

O líder tem como atividade inerente a sua posição a função de avaliar situações, tomar decisões assertivas e objetivas em prol do bem comum. O grande diferencial de um líder bem preparado para um seguidor está relacionado também na maneira como trabalham suas emoções. Ter a consciência da emoção, a racionalidade de situar o acontecimento, é fundamental para tomar as rédeas da situação no exato momento em que a emoção se manifesta.

O que determina o sucesso de um líder é a disposição dos liderados em segui-lo, assim como o líder tem que ter a capacidade de perceber as suas emoções e saber controlá-las e contorná-las, o mesmo também tem que estar em sintonia e alerta às emoções dos seus seguidores e para tal alinhamento se faz necessário um grau aguçado de entendimento e conhecimento da equipe em que lidera. Contudo o mais importante para um líder no momento decisório onde há o conflito emocional é manter o foco no resultado ao qual se almeja.

   REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

COMANDANTE LONCAN, SERGIO LUIZ BELMONT

ADESG BAHIA - AULA DE LIDERANÇA

 

REFERÊNCIAS DIGITAIS

http://www.coladaweb.com/psicologia/emocao-e-sentimento

http://pt.wikipedia.org/wiki/emocoes


 

ECONOMISTA ELDER TAVARES

Medindo a Eficácia de um Líder

 

Líder eficaz de acordo com "Peter Drucker, define-se como alguém que tem seguidores. No entanto entende-se, que para conquistar seguidores, liderando suas responsabilidades, um líder deve inspirar segurança, para isso, ele deve ter direção e reforça-la com palavras e ação. Portanto, liderar é uma atividade de gestão que através da comunicação e motivação do pessoal, leva este a realizar as atividades necessárias para atingir os objetivos da empresa.

Em comparar vários estilos de liderança em muitas culturas, os estudos acadêmicos têm examinado os testes padrões em que a liderança emerge e se desvanece, às vezes pela sucessão natural de acordo com regras estabelecidas e às vezes pela imposição. A maneira mais simples de medir a eficácia da liderança envolve a avaliação do líder perante o grupo. Por este padrão, Adolf Hitler tornou-se um líder muito eficaz - mesmo com as promessas desiludidas e as técnicas coercitivas. Entretanto, esta aproximação pode medir melhor o poder da liderança. Para medir mais especificamente a liderança, pode avaliar a extensão da influência nos seguidores. Isto pode testar os resultados de atividades da liderança de encontro a um objetivo, a uma visão, ou a um objetivo.

De acordo com James MacGregor um líder eficaz unirá seguidores, compartilhando para melhorar uma organização e uma sociedade. A avaliação dessa qualidade parece mais difícil do que meramente contando os seguidores. A liderança ajusta como um padrão preliminar para a eficácia. Assim a liderança requer uma avaliação da qualidade, independente do demanda do mercado ou exibições no número dos seguidores.

O modelo funcional da liderança consiste como um jogo dos comportamentos que ajude a um grupo executar uma tarefa, alcançar seu objetivo, ou executar sua função. Neste modelo, os líderes eficazes incentivam comportamentos funcionais e desanimam o disfuncional.

Alguns pesquisadores usam o condutor para descrever a qualidade do processo da liderança. Um líder eficaz assemelha-se a um condutor de orquestra em algumas maneiras. Eles tem que de alcançar os diversos potenciais e talentos, muitos com  fortes personalidades para trabalhar juntos para uma saída comum.

 


ECONOMISTA ELTON TAVARES

A Lei da Delegação do Poder

 

 

Liderar é saber que está lhe dando com pessoas e que estas são diferentes uma das outras e por isso cada líder tem a obrigação de respeitar cada pessoa em função do temperamento.

Um líder com estilo direcional tem a habilidade de classificar as opções. Ele pode cuidadosamente avaliar valores, missão, pontos fracos, recursos e outros, então com sabedoria, apontar para a direção certa. A escolha errada pode arruinar empresas.

Só líderes seguros delegam poder aos outros. “O melhor executivo é aquele que tem percepção suficiente para escolher homens competentes que façam o que ele quer que se faça, e autodomínio suficiente para não se intrometer no trabalho deles”, Theodor Roosevelt.

O líder deve desenvolver o seu liderado, dar-lhe recursos, autoridade e responsabilidade e garantir liberdade para que ele faça o seu trabalho. É inaceitável que por causa de insegurança pessoal, o líder tenha duas formas de agir: Ora encoraja o liderado, ora pratica a sabotagem.

Nenhum administrador, diretor, gerente ou supervisor é uma “ilha”. O sucesso de toda e qualquer liderança reside no aproveitamento de times e equipes compostos por pessoas diferentes, trabalhando com um conjunto de objetivos e metas compartilhadas.

Nenhuma empresa será suficientemente rápida se seus colaboradores tenderem a centralizar e a fazer tudo por si mesmo. A ”não delegação” é uma âncora muito pesada para toda e qualquer empresa, uma ”âncora” que frequentemente termina afundando a embarcação. Delegar não é apenas eleger alguém a quem você passará determinada tarefa ou missão. Delegar não é livrar-se de algo transferindo este algo para alguém. Delegar é fazer as coisas acontecerem através de outras pessoas.

A capacidade que as pessoas têm de realizar é determinada pela capacidade que tem o seu líder de delegar poder.

Só pessoas que detêm algum poder conseguem realizar ou desenvolver seu potencial. Se o líder não consegue ou não quer delegar poder aos outros, ele cria barreiras dentro da organização, barreiras que as pessoas não conseguem superar. Se as barreias permanece em pé por muito tempo, as pessoas desistem, ou migram para outra organização onde possam maximizar seu potencial.

Ao delegar precisamos fornecer às pessoas uma direção para que saibam para onde ir, o aval para que tenham o poder de prosseguir e os meios e as condições necessárias para que possam concluir o que lhes foi solicitado.

Uma das características mais importantes na avaliação da alta performance para cargos de decisão e liderança consiste justamente em verificar se o profissional em questão consegue fazer as coisas acontecerem através do trabalho de outras pessoas.

Por que alguns líderes violam a lei da delegação do poder? Pela insegurança no que faz, pois o líder fraco acha que, se ajudar os subordinados, acabará se tornando dispensável; pela resistência a mudança, pois o homem tem a natureza de, à medida que envelhece, protestar contra a mudança; e pela falta de autoestima.

        Fundamental para delegar poder aos outros é acreditar firmemente nas pessoas e em si.


JORNALISTA FERNANDA SANTANA DE FREITAS

A INFLUÊNCIA, A CONFIANÇA E O CARÁTER NA VIDA DE UM LÍDER

             O líder é aquele que consegue se comunicar com diversas pessoas que possuem personalidades, histórias de vida e sentimentos diferentes. Tem a arte de dominar e de levar pessoas a novos rumos.

            Na vida de um líder existem três características fundamentais que são: a influência, a confiança e o caráter. Esses pilares são capazes de aprofundar relacionamentos e despertar motivações fazendo do líder um ser admirável e respeitado. Ao passo que essa admiração atinge a equipe, é muito mais fácil de obter sucesso nas realizações de ações.

            Na liderança é essencial a existência de influência. De acordo com Jonh Maxwell: “Sua influência determina a abrangência de sua liderança; Não é o cargo que você ocupa, mas sim seu poder de influenciar que o tornará um líder de poucos ou de muitos; Líderes sábios usam sua influência para capacitar outros e acrescentar-lhes valor”.

            A questão da influência produz na liderança um resultado mais que positivo, ao ponto que reproduz na vida dos seguidores as suas boas qualidades. Entre as leis que norteiam os princípios da Liderança, existe a Lei da Influência que diz: Se você não tiver influência, nunca conseguirá liderar os outros.

            Seguindo os princípios para ser um bom líder, surge à confiança, base para qualquer relacionamento. A confiança transmite segurança, determinação e inspiração. Um líder precisa se conhecer, acreditar no seu potencial para assim conquistar a confiança de seus liderados, exaltando sempre o valor e o potencial que cada um tem dentro de si.

            Essa relação de confiança entre líder e liderado será construída ao passo que, o líder participa do trabalho de equipe, ouve as queixas sem desrespeitar as opiniões. Esse estreitamento valoriza o indivíduo sendo capaz de estimular melhores desempenhos.

            Existe outra característica imprescindível a um líder: o caráter. Esta palavra significa o que moralmente distingue uma pessoa da outra, é a honradez. É ele que determina como agimos em nossas vidas, principalmente frente às adversidades que nos cercam a todo tempo.

            Um verdadeiro líder precisa ter seu caráter bem revelado. Agir com paciência, humildade, honestidade, generosidade, compromisso e amor, características construtoras do caráter.

            James C. Hunter, autor do livro “O Monge e o Executivo”, afirma que: “uma das características do caráter é que ele continua a crescer e se desenvolver durante a vida toda e esta e uma de suas premissas é estar sempre ligado a fazer e a escolher as coisas certas. O nosso caráter é influenciado pela hereditariedade e pelo ambiente e variam de pessoas para pessoas cabendo a própria pessoa fazer as escolhas que moldarão o nosso caráter, estas escolhas nos levam a hábitos e esses nos levam a comportamentos e esses moldam nosso caráter.”

            A maneira como um líder conduz as circunstâncias da vida diz muito sobre o seu caráter.

            Portanto, um líder deve ter a capacidade de influenciar pessoas, inspirar confiança e criar ambientes harmoniosos contagiados pelo entusiasmo, visando conquistar metas, sempre respeitando que cada um é cada um.

 


ADMINISTRADOR JOÃO BISPO

A VERDADEIRA LIDERANÇA É INVISÍVEL

A liderança invisível é o valor atribuído ao líder voltada para o desenvolvimento de pessoas, onde: os resultados acontecem com, ou sem a presença do líder; Há uma nova ordem, uma nova realidade, um novo modelo organizacional de liderança permeando nas instituições no mundo contemporâneo, identificado por: Belasco & Stayer, no livro “O VOO DOS GANÇOS” onde: é observado o comportamento de todo o grupo que voam em “v” e, cada um é responsável por seu próprio destino, havendo um guiando o grupo e a alternância na liderança é compartilhada por todos, segundo os observadores, na hora de encerrarem o vôo, eles abandonam a formação, a pousarem em ondas e cada um assume seu risco, culminando a conclusão da tarefa de chegar a seu destino em segurança. 

No livro de James A. Belasco & Ralph C. Stayer esses dois profissionais ilustram de uma forma bastante interessante a importância e o valor de uma liderança realmente orientada para o desenvolvimento das pessoas.

Segundo Belasco & Stayer, durante muitos anos as pessoas foram treinadas a acreditar que liderança era planejar, organizar, coordenar e controlar. Esse modelo funciona, ou funcionava, na maioria das organizações, muito semelhante a uma manada de búfalos.

A razão é que os búfalos são seguidores absolutamente fiéis de um líder. Eles fazem tudo que o líder quer que façam; vão para todos os lugares que o líder quer. Nesse tipo de liderança, o líder quer que as pessoas façam exatamente o que ele diz, pensa e age. Qualquer desvio de rota ou ação contrária ao “Grande-Homem”, o castigo fatalmente acontece.

Dessa forma, os chamados “líder de búfalos” acreditam, de boa fé, que estão assegurando que os liderados sejam leais, quando, na realidade, são apenas submissos. A submissão é vista como respeito, quando na realidade é medo, temor.

O líder de búfalos ainda adora ser o centro do poder, na crença que é esse o seu verdadeiro trabalho. Quando ele não está presente, os liderados não sabem o que fazer, e ficam zanzando à espera de uma nova ordem. Relaxam e sentem-se aliviados, sem a presença do Chefe; mas perdidos!

O interessante nessa história, é que os primeiros colonizadores da América do Norte identificaram esse fenômeno e puderam dizimar inúmeras manadas de búfalos com enorme facilidade: bastava matar o líder da manada. Sem o líder, os liderados não sabiam para onde ir, sendo massacrados sem maiores problemas.

Infelizmente, ainda ouvimos de alguns Gerentes a seguinte afirmativa: quando não estou presente, nada funciona nesta Empresa.

É importante lembrar que, como líder, o importante não é o que acontece quando você está presente, mas sim, quando está ausente

É importante lembrar que, como líder, o importante não é o que acontece quando você está presente, mas sim ausente.

Em contraste com a manada de búfalos, Belasco & Stayer, identificam um novo modelo organizacional de liderança, no "Vôo dos Gansos". Os gansos voam em "V", a liderança muda com freqüência, com diferentes gansos revezando-se no trabalho de orientação do grupo. Todos os gansos são responsáveis por si mesmos à medida que se deslocam, mudando de papel de acordo com as necessidades, alternando-se na função de liderança. Quando muda a tarefa, os gansos são responsáveis pela mudança da estrutura do grupo de modo a poder se acomodar à nova realidade, de forma semelhante ao processo de aterrissagem desses pássaros, durante o qual abandonam a formação em "V" para descer em ondas. Quem já observou um "Vôo de Gansos" afirma que é possível visualizar todos os gansos na liderança.

 

 REFERÊNCIAS

livro “O Vôo do Bífalo” de James A. Belasco & Ralph C. Stayer

http://www.institutomvc.com.br


 ADMINISTRADOR EDUARDO CAVALCANTE MORAES SANTOS

  

LIDERANÇA E PODER

A liderança é uma atividade que requer competência de caráter relacionar e tem na habilidade (que pode ser aprendida) de influenciar sua principal característica nas interações entre as pessoas na buscar do atingimento de objetivos comuns para o grupo. Para isso, o líder deve pauta suas ações principalmente no exercício constante da manutenção da motivação dos indivíduos.

A literatura é muito vasta sobre o tema, mas a grande maioria dos conceitos tem no poder da influência a base da liderança. Assim, segundo George R. Terry, citado em Robbins (1999)"liderança é a atividade de influenciar pessoas fazendo-as empenhar-se voluntariamente em objetivos de grupo". Na definição retro mencionada, observamos que o autor não direciona o foco para o âmbito das organizações, tornado assim o exercício da liderança como o poder de influenciar pessoas ou grupo em qualquer segmento de atuação do indivíduo.

No exercício da liderança depende e se materializa através do poder, cujos líderes utilizam no dia-a-dia para a superação das metas que foram acordadas com o grupo. Não existe a liderança sem poder, e aqui, não falamos do poder de forma dominadora e pejorativa que tem sua essência no autoritarismo, mas sim no poder que tem a capacidade de transformar as coisas e as pessoas em pró de objetivos comuns. Warren Bennis, um dos gurus da liderança sintetiza a simbiose entre poder e liderança da seguinte forma: “Liderança é o uso inteligente do poder. Poder é a capacidade de traduzir a intenção em realidade e sustentá-la”.

French e Raven citados em Robbins (1999) identificaram em seus estudos cinco tipos ou categorias de poder: coercitivo, recompensa, legítimo, competência e referência.

PODER COERCITIVO: é definido como dependente e exploração de medo. Alguém reage a este poder por medo dos resultados negativos que possam ocorrer se falhar na concordância. Ele se apóia na aplicação ou na ameaça de aplicação de sanções físicas como infligir dor, geração de frustração através de restrições de movimento ou de controle à força de necessidades básicas fisiológicas ou de segurança.

PODER DE RECOMPENSA: Totalmente oposto do poder coercitivo, no poder de recompensa às pessoas concordam com os desejos ou orientações de outrem porque fazer isso produz benefícios positivos, portanto, alguém que possa distribuir recompensas que outros vejam como valiosas terão poder sobre elas. Assim, tem como base a exploração de interesses.

PODER LEGÍTIMO: Em grupos e organizações formais, provavelmente o acesso mais freqüente a uma ou mais das bases de poder seja a posição estrutural de alguém. Isto é chamado de Poder Legítimo. Representa o poder que uma pessoa recebe em resultado de sua posição na hierarquia de uma organização ou grupo.

PODER DE COMPÊTENCIA: É a influência exercida como resultado de especialização, habilidade especial ou conhecimento. A especialização tornou-se uma das mais poderosas fontes de influência à medida que o mundo se tornou mais orientada tecnologicamente. Nesse caso, o líder com base em sua capacidade e experiência demonstra possuir atitudes dignas e assertivas em sua atuação, o que gera uma base de respeito sólida perante o grupo.

PODER DE REFERÊNCIA: Refere-se em desenvolver a admiração por alguém e um desejo de ser aquela pessoa. Está baseada também no carisma e no exemplo positivo, onde o líder exerce um papel envolvente e se identificam com o grupo.

Não devemos buscar um tipo de poder específico dentre os acima especificados, visto que não existe certo ou errado, o que há é um comportamento circunstancial que deve ser utilizado pelo líder em determinada situação. O mais coerente é que um líder saiba como, onde e quando exercer seu poder de maneira produtiva e eficaz, sempre observando o perfil dos subordinados, das circunstâncias e de seus objetivos.

 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Robbins, Steph P. Comportamento Organizacional (Trad.) Christina Ávila de Menezes. Rio de Janeiro: LTC, 1999.

Warren Bennis e Burt Nanus – Líderes – Estratégias para assumir a verdadeira liderança. Editora Harbra – 1988.


INTERNACIONALISTA ADRIANA GOUVEIA DE MORAES

O LÍDER E A ADMINISTRAÇÃO DE CONFLITOS

Os conflitos existem à muito tempo, desde o inicio da humanidade, fazem parte do processo de evolução dos seres humanos e se fazem necessários, pois através desses conflitos é que se vão chegar à acordos, soluções e resultados.

Como existem diversas culturas, existem pessoas distintas com pensamentos diferentes e formas diferentes de agir e pensar, e a partir daí, os conflitos acontecem com diferentes opiniões e idéias. Mas também podem gerar discussões abertas sobre diversos assuntos, o que é muito positivo, pois permite a expressão de diferentes pontos de vistas e com isto a busca de soluções.

Mas a resolução desses conflitos pode gerar uma motivação diferente no indivíduo ou no grupo valorizando as diferenças ou abrindo os horizontes e estimulando os indivíduos, e aí entra a lei da reciprocidade: O que você recebe de volta é o que você dá aos outros.

A visão interacionista defende a tese de que algum conflito é absolutamente necessário para o desempenho eficaz de um grupo. A principal contribuição desta abordagem, portanto, é encorajar os líderes dos grupos a manter um nível mínimo constante de conflito suficiente para manter um grupo viável, autocrítico e criativo.

Montana (2005) propõe os seguintes tipos de conflitos:

Conflitos internos: Acontecem quando duas ou mais opiniões opostas ocorrem em um único indivíduo ou em um único lugar.

Conflitos entre indivíduos: Os conflitos entre indivíduos dentro da organização são vistos como resultado de diferenças de personalidades.

Conflitos entre indivíduos e grupos: O indivíduo que não concorda com as normas de comportamento do grupo ou com os valores encontrados na cultura organizacional estará em conflito com o grupo de trabalho ou com toda a organização.

Conflitos entre grupos: O conflito entre grupos é inevitável devido a dois fatores básicos da organização: a competição por recursos escassos e pelos diferentes estilos gerenciais necessários para operação eficaz de diferentes departamentos.

Administrar conflitos é chegar a um acordo satisfatório para os envolvidos, é ter a capacidade de administrar divergências de maneira eficaz. O líder deve procurar soluções, não culpados, analisar a situação manter um clima de respeito, aperfeiçoar a habilidade de ouvir e falar, ser construtivo ao fazer uma crítica e evitar o preconceito e estereótipos. O líder que souber contornar os conflitos pode fazer toda a diferença.

Mas também podemos aprender com os conflitos, aumentando os efeitos construtivos e minimizando os efeitos destrutivos a partir da maneira pelo qual o conflito seja solucionado, ele é influência sobre as percepções, sentimentos e comportamentos.

Do ponto de vista negativo, os conflitos podem atrasar decisões, limitar resultados, e afetar as relações, essa conotação nos causa tensão e muitas vezes nos leva a comportamentos agressivos, gerando com isso um ambiente improdutivo. No entanto, as oportunidades evidentes nos conflitos são a verificação de erros nas decisões tomadas, espaço para melhoria e sinalização do problema.

A Diplomacia também é vista como uma ferramenta para resolução de conflitos, através da cultura do diálogo, que visa alcançar soluções viáveis por meio de negociações que traz a oportunidade de melhoria.

Nada substitui um ambiente no qual o diálogo aberto e franco prevalece. Neste contexto o papel do “Líder na administração dos conflitos“ é de fundamental importância, pois o gestor que souber dentro da sua equipe reconhecer as características comportamentais, os conhecimentos, as competências e as expectativas de cada um dos seus subordinados, terá os melhores resultados.

Hoje em dia a capacidade de administrar conflitos é extremamente importante e precisa ser desenvolvida, para gerenciar mudanças, entender diferenças culturais e se tornarem membros ou líderes de equipes eficientes.

A Liderança tem papel importante de promover e exigir a colaboração, assim como na ocorrência de conflitos, promover e exigir soluções de consenso negociadas. Um líder deve treinar, orientar e apontar caminhos que visam promover e exigir tanto a colaboração quanto o consenso os quais levam a cooperação.

Referências:

MONTANA, Patrick J. Administração. 2ed. São Paulo: Saraiva, 2005

Jean Piaget. (1896-1980)

WWW.Unicamp.br.


 

DJALMA PEREIRA DE CERQUEIRA

O LÍDER SERVIDOR

RESUMO

No presente texto, buscamos discutir a questão do líder servidor assumindo como eixo principal a visão de conceituados autores, que nós cenário internacional vêm analisando a importância desse tema, de suas repercussões, assim como as suas implicações citando, ainda, alguns fundamentos para a identificação deste líder.

Palavras-Chave: Líder, Liderança Servidora, Habilidade, influência.

INTRODUÇÃO

Historicamente o líder ficou conhecido como a figura, poderosa, que impunha sua vontade sem ao menos se importar se seus subordinados estavam satisfeito ou não. Felizmente este tipo de postura esta caindo no desuso, pois estamos vivendo a era da excelência profissional onde o líder precisa aprender a liderar dia após dia em um incessante exercício de aprendizado de como se tornar um líder melhor, mais atuante e preocupado, não só com os objetivos do grupo mas com cada um dos seus colaboradores. Sabemos que liderar não e fácil, contudo, se houver dedicação o líder pós-moderno pode obter resultados extraordinários. A partir desta perspectiva surge a figura – inovadora - do líder servidor.

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*Texto elaborado a partir das Normas da ABNT com base nas aulas de liderança do Curso de Pós-Graduação CEPE/2011 - ADESGBA/UNEB.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

HUNTER (2006 p. 18) – um dos maiores defensores da teoria do líder servidor - conceitua liderança como "habilidade de influenciar pessoas para trabalhar entusiasticamente visando atingir objetivos comuns, inspirando confiança por meio da força do caráter", e ainda, destaca como palavras fundamentais para este entendimento: habilidade, influência e caráter. A partir deste conceito podemos inferir que liderar envolve, portanto, a aceitação voluntária de sua autoridade e reconhecimento de sua contribuição para o bem comum e crescimento do grupo. A liderança não é imposta, apenas pelo uso formal do poder, mas quando os liderados têm o livre-arbítrio. JONES (2006) buscando inspiração em Jesus Cristo, propõe princípios de liderança voltados para o crescimento, a harmonia e a realização de todos, a autora compara Jesus a um empresário que montou uma equipe com 12 pessoas com capacidade bem abaixo do esperado para cumprir uma missão extraordinária , treinando-as e motivando-as para a obtenção do êxito. Para BARROS NETO (2007), a Liderança Servidora e uma questão de dar preferência e servir a um propósito humanitário se fundamentando no que há de melhor nas pessoas, ela prima, ainda, pelo sacrifício, pelo reconhecimento de que o líder só é importante se contribuir para o bem estar de seus liderados.

PRINCÍPIOS BÁSICOS

Para ser identificado como um Líder Servidor é necessário observar alguns princípios tais como: Abrir mão de algumas formalidades e dispensar tratamento especial, pedir ao invés de mandar. Aceitar a diversidade de um grupo heterogêneo e promover o que tem de melhor em cada um dos integrantes do grupo. Compartilhar suas experiências como companheiro de jornada e evitar a idolatria. Quando um colaborador necessita, ele logo percebe e o motiva, contudo não exige a perfeição de ninguém, mas o crescimento continuo. Está permanentemente aberto ao diálogo, ouve com máxima atenção os seus liderados e respeita as críticas construtivas. Tem auto-confiança pois acredita em sua competência, arrisca com mais frequência, pois não tem medo de errar. Seu poder advem de sua coerência e credibilidade, assume a responsabilidade dos erros abrindo espaço para que os outros membros do grupo também o façam, buscando sempre a solução que melhor preserve a harmonia do grupo. (HUNTER 2006, p.20) alerta, ainda, que não é preciso ter um cargo de chefia

ou hierarquicamente importante para ser um líder e influenciar outras pessoas a terem mais entusiasmo, mais empenho e mais disposição.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O estudo da liderança ao longo da história possibilitou sua evolução nos últimos tempos, confirmando a exigência de um líder - assim como Jesus Cristo - que reforce o que tem de melhor nos seus liderados potencializando os resultados em favor das organizações. Neste sentido identificamos o Líder Servidor, que firma sua base no amor às pessoas e no propósito de servir, assumindo um papel de facilitador das mudanças, agregando valor por meio do seu caráter. Esse novo perfil de liderança incentiva as organizações a buscarem profissionais com tais características, contudo, atingir este nível de excelência não é fácil, é necessário o seu desenvolvimento com humildade e paciência conquanto não se deve descuidar da persistência.

Referências Bibliográficas:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT, Rio de Janeiro. Normas ABNT sobre documentação. Rio de Janeiro, 2000. (Coletânea de normas).

HUNTER, James C. Como se tornar um líder servidor: tradução de A. B. Pinheiro de Lemos- Rio de Janeiro: Sextante, 2006.

JONES, Laurie Beth. Jesus o maior líder que já existiu: tradução Luiz Orlando Lemos – Rio de Janeiro Sextante, 2006

KÖCHE, José Carlos. Fundamentos de Metodologia Científica: teoria da ciência e prática da pesquisa. 14ª ed., Petrópolis: Vozes, 1997.


EMPRESÁRIO ROBERTO TANNUS

LEI DO MAGNETISMO.

 

Quem você é , define quem você atrai. Os líderes eficazes estão sempre de olho em bons profissionais. Eles traçam o perfil e selecionam gente com tais e tais qualidades. Mas na verdade, não é o que você quer que determina as pessoas que você consegue. Quem determina isso é o que você é. Na maioria das situações você atrai pessoas que possuem as mesmas qualidades suas. Igual atrai igual. Os bons alunos gostam da companhia de outros bons alunos. Um pastor que tenha excelentes dotes na área da música atrairá músicos talentosos.

As pessoas que você atrai, terá mais semelhanças com você do que diferenças. Os líderes e os subordinados normalmente tem em comum as seguintes características :

A) Atitude

Pessoas positivas não combinam com pessoas negativas. As pessoas que encaram a vida com otimismo não querem ouvir os outros falando o tempo todo que as coisas estão ruins.

B) Geração

Tendemos a atrair pessoas da mesma faixa etária

C) Passado

As experiências passadas e o meio em que vivemos contarão peso a nossa liderança. (Ex: Davi e o Gigante).

D) Valores

As pessoas são atraídas por líderes cujos valores são semelhantes aos seus; não importando se esses valores são positivos ou negativos. Adolf Hitler era um líder forte, mas seus valores eram absolutamente nocivos. Que tipo de gente ele atraiu? Líderes que defendiam valores parecidos. Homens com forte liderança e sem sentimentos para com os outros.

E) Experiência de Vida

Mais um fator de atração para as pessoas, o qual gera expectativa e motivação.

O magnetismo de um líder pode impactar os outros por meio de intelecto, da emoção e da vontade. Os lideres afetam as pessoas de maneiras diferentes e usam modos distintos de influenciar os outros. Os maiores lideres se conectam com as pessoas em múltiplos níveis : ligam-se a mente, ao coração e a vontade de seus liderados.

É possível um líder atrair pessoas diferentes dele mesmo, mas é fundamental saber que não as atrairá naturalmente, ao contrario daquelas que possuem maior grau de semelhanças que diferenças. Se você olhar para as pessoas que tem atraído, descobrirá muitas coisas sobre si próprio e caso ache que a qualidade das pessoas atraídas não o satisfaz, então estar na hora de melhorar a si mesmo .

Quem anda com sábios será sábio ,mas o companheiro dos insensatos se tornará mau (Provérbios 13: 20).

Bibliografia

O Livro de Ouro da Liderança. John C.Maxell

21 Minutos de Poder na Vida de um Líder. John C.Maxell.

Você Pode Realizar seu Sonho. John C.Maxell.


CONTROLADOR CELESTINO SOUZA FILHO

A LEI DA BASE SOLIDA

 

O presente trabalho foi elaborado com objetivo fazer um relato sobre a Lei da Base Solida, fazendo um breve relato sobre as virtudes que o líder necessita para ter uma boa base solida para liderar.

“O verdadeiro líder é aquele que consegue o melhor desempenho de sua equipe nas oportunidades em que ele se ausenta. A verdadeira liderança em tempos de crise ou bonança é aquela que se preocupa com o saber o que acontece não na presença do líder nas em sua ausência”.

A confiança é o fundamento da liderança. Para consquitar confiança, o líder precisa se tornar modelo das seguintes virtudes: competência, coerência e caráter. Liderança é uma potente combinação de estratégia e caráter. Mas se você tiver que abrir mão de um dos dois, descarte a estratégia. Caráter e credibilidade de liderança sempre caminham lado a lado. As pessoas toleraram erros honestos, mas se você trair a confiança delas é muito difícil recuperá-la. O líder para transmitir confiança terá realmente que se preocupar com sua equipe, participando do crescimento profissional de cada integrante, através do contato cara a cara e passando a compreender com maior natureza o estado emocional da equipe, onde ele poderá trabalhar um a um sem que reduza a performance.

O líder que possui uma base moral como essência de sua forma de liderar compreende que a troca é um exercício fundamental de direitos e deveres entre todos do grupo. A troca de conhecimento por meio da aprendizagem bem ilustra esta característica de liderança. Outro item é a compreensão que as pessoas podem ter uma das outras, ao ouvi-las atentamente, tornando-se mais empáticas e gerando entendimento mais profundo. Estas trocas indicam uma virtude fundamental para as relações humanas: a Lei Áurea. “Faça ao outro o que gostaria que fizesse a si mesmo”. O exercício desta máxima amplia os horizontes do desenvolvimento humano, valendo-se da força que o grupo pode apresentar no convívio deste quilate.

Caráter é uma palavra originada de um verbo grego que significa gravar. A firmeza moral de uma pessoa, portanto, é o sinal visível de sua natureza interior. É o que somos por baixo de nossa personalidade . O caráter continua a se desenvolver ao longo da vida, são estas definições sobre as escolhas que fazemos, ou nossos comportamentos, e pode ser denominado de nossa maturidade moral.

Caráter é nossa força moral e ética, aquilo que guia nosso comportamento de acordo com os valores e princípios adequados – o que explica por que a liderança pode ser definida como ‘caráter em ação’. Os líderes procuram fazer a coisa certa.

Podemos dizer, resumindo, que caráter seja a soma de nossos vícios, hábitos e virtudes. Com o discernimento, podemos optar por fazer o bem e amar o bem.

A primeira coisa a ser procurada em qualquer tipo de líder ou líder em potencial é a força de caráter. Qualidades como honestidade, integridade, autodisciplina, aprendizado, confiabilidade e ética são essenciais na liderança.

Aristóteles escreveu sobre o assunto: “A virtude moral é uma conseqüência do hábito. Nós nos tornamos o que fazemos repetidamente. Ou seja: nós nos tornamos justos ao praticarmos atos justos, controlados ao praticarmos atos de autocontrole, corajosos ao praticarmos atos de bravura”. Portanto, o caráter é formado pelas nossas escolhas, no dia-a-dia.

Nas relações humanas, onde haja um modelo de liderança que atua com profundidade, de cuja base é a confiança, liderança e caráter; encontramos motivos e desenvolvimentos pessoal e profissional com o comprometimento. Quando as pessoas se mobilizam por essas razões, mais grupos e menos ego, os resultados de variadas atividades mostram-se diferente, não apenas pelo êxito ou não resultante, mas, principalmente, pela forma como processou a construção saudável de qualquer execução de trabalho. 

Conclusão 

Na liderança não existe líder perfeito ou método de liderança mais correto possível, pois cada caso é um caso, o que há na realidade é o quanto o líder está para ser um gestor de pessoas, capacitando e mantendo times de alta performance sendo o “trilho” de cada um , com suas idéias claras, metas tangíveis e possibilitando maior autonomia com liberdade, desenvolvendo e expondo o capital intelectual dos colaboradores.


TEN-CEL EB  OMAR BEJARANO

 

CORAGEM, CONDIÇÃO ESSENCIAL PARA O EXERCÍCIO DA LIDERANÇA

 

A história da humanidade, a filosofia, a mitologia, as ciências e muitas outras áreas do conhecimento demonstram que ter coragem é o primeiro passo para se atingir um objetivo. A coragem é a virtude humana mais universalmente admirada, em todas as sociedades, em todas as épocas. Na atualidade e em toda a história a bravura é estimada e a covardia é desprezada. O termo coragem pode ser definido como força ou energia moral que leva a afrontar os perigos, é a habilidade de confrontar o medo, a dor, o perigo, a incerteza e a intimidação. Coragem é a confiança que o indivíduo possui em momentos de temor ou de situações difíceis, que o faz enfrentar os problemas que provocam medo. Também é designada como destemor, ânimo, intrepidez, bravura, denodo e luta. Normalmente é dividida em coragem física e coragem moral. O homem corajoso motiva-se a ir mais longe e enfrentar os desafios com confiança, sem medo do fracasso. É a força positiva para combater momentos difíceis da vida. A coragem é necessária para durar e aguentar, para viver e para morrer, para suportar e combater, para enfrentar e perseverar.

Da mesma maneira, um dos fatores primordiais para se atingir o ápice na vida profissional e na liderança de grupos é ter coragem. O líder é exatamente aquele que, por meio da coragem, interfere positivamente nos corações e mentes, que mobiliza as pessoas a seu favor, que define as metas, mostra os caminhos e faz com que todos tenham vontade e orgulho de caminhar ao seu lado.O líder que se torna covarde, pessimista, que não acredita em si e na sua equipe é esquecido, deixado de lado por todos. Ninguém acredita no líder que não ousa, que teme o futuro e que não enfrenta os desafios da gestão eficaz. Quando o líder delega aos funcionários atividades que acredita serem capazes de cumprir, também está conferindo a chance deles agirem com coragem e superarem os próprios limites.

Liderar é uma atitude de coragem. Nem sempre o líder será aceito por todos ou suas idéias serão assimiladas. Nessa hora a coragem é fundamental para aceitar críticas e eventuais mudanças. O grupo percebe aquele que treme diante de uma decisão. O líder deve respeitar os sujeitos com quem lida e, assim, obter o respeito de todos. A verdadeira liderança não se conquista pela opressão, mas pelas atitudes de coragem, reconhecidas pelos liderados. A coragem não pode ser confundida com impulsividade. A primeira é um ato planejado, estruturado, com um alvo a se alcançar. Então o líder utiliza esta força para superar os desafios e alcançar suas metas. A impulsividade é uma ação sem controle e com resultado imprevisível.

O líder, antes de tudo, precisa ter a confiança de seus servidores e isso somente será possível com atitudes corajosas e não impulsivas. Líder é aquele que corajosamente organiza o grupo, orienta e tomas as decisões acertadas, com determinação, planejamento e senso crítico. O líder deve ter a capacidade de “prever” o futuro organizacional e institucional, as possíveis demandas no ambiente político- econômico- social nacional e internacional. Por isso deve conhecer o passado (grandes líderes, teorias, autores, melhores práticas), se manter informado, imaginar as possibilidades e enxergar o que ainda não veio. Assim, poderá tomar as atitudes com coragem e eficiência, e com isso garantir sua eficácia na condução de equipes.

REFERÊNCIAS

 

HELLER, ROBERT. Como gerenciar equipes. São Paulo: Publifolha, 1999.

HELLER, ROBERT. Entenda e ponha em prática as idéias de Jack Welch. São Paulo: Publifolha, 2001.

BRUCE, ANDY. LANGDON, KEN. Como gerenciar projetos. São Paulo: Publifolha, 2000.


TENENTE EB JAZIEL DA COSTA FERREIRA

 A LEI DA VISÃO

 O que é a Visão?

            A visão "a vista" é um dos cinco sentidos que permite aos seres vivos dotados de órgãos adequados, aprimorarem a percepção do mundo. Sob um novo prisma podemos trazer este sentido para ser aplicado no atingimento de metas ou objetivos pretendidos por um indivíduo ou equipe em determinado momento ou circunstância, inserida em um contexto.

            Neste enfoque, a visão pode assumir outras definições muito simples, tais como: "uma idéia", "uma luz", "um clic", no sentido de ligar algo na mente do seu criador, ou ainda quando se diz, "em um lampejo de inspiração", no sentido de receber um raio, um facho de luz, ser iluminado por uma fração de segundo. Pois bem, ampliando-o para a atividade de liderança, este enfoque adquire novas dimensões, que em alguns casos, chegam a confundir-se com uma dádiva divina, em outros, com o momento mágico da inspiração, com o clímax do eustresse ou ainda de maneira mais surpreendente, quando ocorre em estado de absoluta distração.

            Então, essa visão é a capacidade de enxergar o que os outros não podem ver. É a possibilidade de vislumbrar o potencial de como as coisas poderão vir a ser, mesmo não tendo nenhum significado no presente.

            Esta visão espacial e de futuro, permite ao líder enxergar claramente além do horizonte e imaginar o que encontrará quando alcançar seu destino. Ele deseja fazer com que algo aconteça, quer mudar o jeito das coisas, vive o futuro como se fosse o presente, pois, já visualiza o resultado antes mesmo de concluir seu projeto. Essa imagem clara do que deseja se torna a motivação para fazer com que seu projeto se concretize.

            Em 1774, um líder chamado John Adams, audaciosamente, anunciou sua visão de uma nova nação: uma união de treze estados independentes do parlamento inglês e do rei da Inglaterra. Em menos de dois anos, contrariando todas as probabilidades, suas palavras se tornaram realidade e nasciam os Estados Unidas da América.

            A visão de futuro do líder é importante porque ela é a base do planejamento estratégico, que vai direcionar as atividades cotidianas do meio onde ele está, permitindo que se invista em projetos de longo prazo. Através dos exercícios de imaginação do futuro, é que o líder pode identificar novas oportunidades de negócios, novas tendências, novos rumos no desenvolvimento de produtos ou serviços, que venham antecipar as barreiras do amanhã.

            No início do século XX, Henry Ford, um dinâmico industrial fez do transporte automobilístico algo acessível às famílias típicas americanas. Alguns anos depois, milhões de automóveis Ford modelo T haviam sido vendidos a um preço de US$ 290 dólares, cada.

            Todo líder tem um ideal irresistível. Não existe liderança sem que se possa visualizar seus ideais. A visão e a paixão estão totalmente acopladas e indissolúveis à vida do líder que corre obstinadamente atrás dos meios que vão nortear a consolidação desses ideais.

            Em 1972, Phil Knight, começou com uma paixão e uma desilusão: a paixão, que ele ainda mantém pelo esporte. Knight, aos 20 anos, tinha um futuro promissor no atletismo. A desilusão ficou por conta da qualidade dos tênis de corrida disponíveis no mercado e a dificuldade de se adaptar a eles. Knight resolveu então, dedicar-se a fabricação de modelos que melhorassem o desempenho dos atletas. Assim nasceu a Nike.

            Muitos foram os lideres que vislumbraram ideais que se projetaram no futuro, e o que estes homens, lideres, tinham em comum?

Visão, a mais poderosa ferramenta que os lideres possuem para a transformação do mundo. Esta visão de futuro é que distingue um líder de um simples administrador. Esta visão estratégica é básica para assegurar a sobrevivência do seu legado, a herança deixada pelo líder. 

Bibliografia:

- SANTOS, Euler. A Visão de Futuro no dia-a-dia das Empresas;

- Textos de Clemente Nóbrega, Tom Coelho, Pedro Mandelli e Cinthya Faccioli.

- http://www.webartigos.com/A-Importancia-Da-Visao-De-Futuro-Na-Lideranca;


 GESTOR JOSÉ NILSON

A LEI DA ACEITAÇÃO

 Pessoas aceitam pessoas, depois aceitam os planos que elas trazem consigo. Assim ocorre também com a analogia referente à lei da aceitação. As pessoas aceitam o líder, depois os seus planos. È mais fácil estimular pessoas a seguirem líderes dignos e cultivar sua credibilidade amparada por critérios de afinidade.

A lei da aceitação envolve premissas básicas do relacionamento humano baseadas em visão e resultados. É necessário que se estabeleça um lastro de tempo para que os liderados aceitem primeiramente o gestor. E este quando for lançar seu projeto deve aguardar por um tempo de maturação conquistando a confiança e por conseqüência a credibilidade de todos.

A tarefa dos líderes de hoje é difícil, pois precisam encontrar as melhores pessoas e motivá-las para que façam o trabalho da forma mais bem feita possível. Isso supõe ser aceito e direcionar poderes limitados para as pessoas. Precisamos nos esforçar para entender as necessidades dos liderados, melhorar nossa flexibilidade, velocidade e qualidade e ainda priorizar o que permanece como uma das medidas mais importantes: a produtividade.

Ora, liderança diz respeito à mudança, à condução de uma organização ou de um grupo de pessoas. Um líder é alguém capaz de tirar um grupo de onde ele está e levá-lo aonde devia estar. Ele ajuda as pessoas a entenderem os porquês e o que devem fazer para chegar à liderança. O poder da aceitação é fundamental para uma efetiva liderança.

Um notório professor de Recursos Humanos, José Agulhô, ao falar de nossa capacidade de liderar nos mostrou o seguinte conceito: “(...) temos que aprender a nos conhecer, a gerir nossos atos, aprender a gerir-se primeiro”. Este talvez seja o maior desafio do líder em tempos de mudanças: conseguir gerir-se e ajudar seus colaboradores a fazerem o mesmo.

Os líderes terão que destruir as barreiras erguidas pelas lideranças passadas e construir pontes. Devem implantar um novo estilo de gestão, voltado para ajudar os colaboradores a realizarem o que são capazes de fazer, criando um ambiente propício à discussão, assegurando a liberação da capacidade criativa, formulando uma visão para o futuro, encorajando, emocionando, treinando, ensinando, facilitando, cultuando o desprendimento e a diversidade, admirando e respeitando as diferenças, e aproveitando as peculiaridades para obter as melhores ações, intenções e soluções.

Em tempos de mudanças, a maior parte do tempo de um líder deveria ser gasta incentivando os colaboradores a uma melhor produtividade, mantendo-os motivados e direcionando energia e recursos para o seu desenvolvimento. Também devem saber fazer as perguntas certas aos seus pares, clientes e membros de equipes observando suas reais necessidades.

Devemos inovar sermos dignos, lideres que cultivam credibilidade, desenvolvimento de habilidades e respeito, junto aos seus comandados terão grande probabilidade de serem seguidos e aceitos no desenvolvimento de suas atividades.

O líder deve dar tempo para ser aceito e que as pessoas desenvolvam a aceitação nos seus projetos, o trabalho de implantação da lei da aceitação é continuo e bem lento envolve principalmente a conscientização.

REFERÊNCIAS:

O’CONNOR, C. A liderança com sucesso. Lisboa: Editorial Presença, 1995. PACHECO, J.; PARASKEVA, J. As tomadas de decisão na contextualização curricular. Educação, Vol. IX, 1, pp. 111-116, 2000.

 SERGIOVANNI, T. O mundo da liderança. Porto: Asa Editores II, 2004a.

 AUSUBEL, David. Aprendizagem Significativa. Rio de Janeiro: Vozes, 1992.

 CHIAVENATTO, Hidalberto. Liderança Empresarial. São Paulo: Atlas, 2004.

BENNIS, Warren. A formação do líder. São Paulo: Atlas, 1996.

 BENNIS, Warren e NANUS, Burt. Líderes e estratégias para assumir a verdadeira liderança. São Paulo: Harbra, 1988.

 CARTWRIGHT, D. & ZANDER, A. Dinâmica de grupo. São Paulo: Herder, 1967.

 CRAINER, Stuart. Grandes Pensadores da Administração. São Paulo: Futura,2000, 299p. Drucker, 1997


ADMINISTRADORA JOSILENE GOMES

A LEI DA NAVEGAÇÃO 

Qualquer um pode pilotar o barco, mas só um líder sabe traçar o percurso. Os navegadores vislumbram a viagem com antecedência. O líder é aquele que vê mais do que os outros, que vê mais longe do que outros. Que vê antes dos outros?

(Leroy Eims).

Líderes são estimulados a navegação constante para que possam continuar no seu espaço de atuação desenvolvendo suas competências e energizando equipes. Os lideres que navegam constantemente não apenas desenvolvem habilidades de direção e controle. Eles projetam o impossível e o inimaginável antevendo os elementos necessários para gerenciar qualquer situação prevista ou imprevista, antevendo a viagem mentalmente sem nem mesmo deixar o ponto de partida. A capacidade de navegação envolve a junção de elementos constitutivos do passado, a atuação presente e as adaptações necessárias ao futuro. Desta forma o líder visualiza seu destino antevendo suas necessidades em forma de recursos e necessidades diversas. É de suma importância que se identifique as pessoas que precisarão ter ao seu lado compondo equipes de sucesso percebendo pela experiência os obstáculos quando eles ainda começam a surgir.

Um fator importante e por vezes complicado é a manutenção do equilíbrio entre otimismo e realismo, intuição e planejamento, fé e realidade. Estes elementos são fundamentais, porém amplos e por vezes controversos, sendo garantidores de uma navegação sadia e eficaz. O conhecimento das emoções permite um melhor gerenciamento delas evitando que uma se passe ou influencie a outra. Além do conhecimento emocional outro segredo da liderança está pautado na capacidade de preparação das ações direcionadas aos objetivos desejados. Quando um líder planeja algo automaticamente ele transmite segurança e confiabilidade aos seus liderados. A grandeza do líder não é percebida pelo porte dos projetos elaborados ou concluídos, mas sim pela qualidade do apoio, aceitação e condução das idéias e da realidade. Pois lideres que são bons pilotos são capazes de levar seu povo para qualquer lugar.

Esta característica de todos os grandes líderes permite-lhes uma percepção incomum das coisas, razão pela qual são capazes de conduzir grandes grupos de pessoas. Um líder vê além do que os outros vêem podendo imaginar e articular soluções para as mais diversas situações. Esta sagacidade é desenvolvida estimulando o potencial antes dos demais problemas surgirem adaptando-se a realidade por meio da retroalimentação e do uso de coordenadas adequadas no planejamento e condução. Quanto maior a organização, mais claro e objetivo o líder tem de ser para enxergar as coisas com antecedência e amplitude garantindo a obtenção dos objetivos. Devido às dimensões amplas das organizações as correções vão se tornando difíceis e trabalhosas na mesma proporção. E neste ponto entra o cunho emocional.  Isso porque quanto maior as dimensões, mais difíceis são as correções no decorrer do desenvolvimento.

O equilíbrio dos sentimentos e emoções torna-se eficaz quando o navegador cuidadoso estabelece diretrizes de fácil assimilação e memorização. É necessário que se determine com antecedências os planos de ação necessários, que se definam as metas e estabeleçam prioridades, que as pessoas envolvidas estejam devidamente informadas, se forneça tempo para a aceitação de idéias, que se desenvolvam mecanismos de ação na administração de problemas revisando constantemente o plano e seus eixos. As principais barreiras ao planejamento bem sucedido são o medo e a resistência à mudança, a ignorância, a incerteza acerca do futuro e a falta de imaginação. O segredo da lei da  navegação são a preparação e a disposição para se chegar ao porto desejado de maneira satisfatória. O bom líder mantém a concentração para poder ver mais que os outros e antes dos outros; aprendendo também com seus erros sendo capaz de confiar na equipe, e não apenas em si mesmo.

 REFERÊNCIAS:

EIMS; Leroy. A formação de um líder. Princípios de Liderança espiritual. Ed. Estação do Livro 1975

NEVES; Adilson Romualdo. A lei da navegação no planejamento estratégico. Artigo; 2010.

Referências eletrônicas:

Http://www.institutojetro.com<Acesso em 25 de junho de 2011


MAJOR EB JOSÉ EUCLIDES LEMOS PIÑEIRO

 

A LEI DA OPORTUNIDADE

  

1. INTRODUÇÃO

John Maxwell em seu livro  As 21 Irrefutáveis Leis da Liderança enumerou a Lei da Oportunidade como sendo a 19ª, a qual um líder deve entender e praticá-la na busca por uma liderança mais efetiva. Aprofundando-se um pouco mais sobre esse assunto, recorremos ao dicionário Michaelis da língua portuguesa que nos transmite em seu verbete relativo a oportunidade que a palavra tem sua origem no latim opportunitate, transmitindo a qualidade de oportuno, de ocasião favorável, de ensejo, e de conveniência.

 2. DESENVOLVIMENTO

O que vem a ser oportunidade?

Oportunidade vem a ser um evento que pode vir a favorecer a alguém, a um grupo de pessoas ou a uma organização.

Como identificar uma oportunidade?

Para que um líder possa saber identificar uma oportunidade que vem a bater à sua porta, esse tem de conhecer quais são os pontos fortes, as potencialidades, as necessidades e as deficiências, que se tem internamente. Externamente, vislumbrar tendências, possíveis problemas que poderão ocorrer, sazonalidade, barreiras, pontos críticos e riscos. E, é claro, após juntar e balancear todos esses dados, deve chegar a uma dedução de que ocorrerá lucro ou não no enjangamento.

Trata-se de vislumbrar em determinado cenário/ambiente (pessoas, estruturas, espaço, e tempo) a forma mais correta de agir que irá proporcionar as melhores consequências possíveis. É saber casar um ponto forte (qualidade) com uma condição favorável que se avizinha e, em decorrência dessa junção, elaborar uma estratégia para tirar o melhor proveito da situação. Para isso, o líder deve ter a experiência, a maturidade e a sensibilidade para saber identificar esse momento e utilizá-lo em seu proveito e do grupo ao qual encontra-se à frente, bem como possuir uma visão de futuro que seja compatível com as tendências que se aproximam.

Consequências decorrentes da decisão de um líder após a sua análise.

John Maxwell evidencia que existem quatro situações básicas decorrentes de  análises efetuada pelo líder e a tomada de decisão, quais são:

1) decisão errada no momento errado provoca desastre – nesse caso o líder sofre as repercussões negativas e colhe os prejuízos.

2) decisão correta no momento errado gera resistência – uma coisa é identificar o que precisa ser feito; outra é saber quando agir.

3) decisão errada no momento certo é um erro – às vezes o momento é oportuno, mas o erro está no formato do nosso empreendimento ou nosso produto.

4)              decisão certa no momento certo leva ao sucesso – quando os líderes fazem as coisas certas no momento certo, o sucesso é quase inevitável. Pessoas, princípios e processos convergem para causar um incrível impacto.

No gráfico abaixo as quatro situações apresentadas por John Maxwell.

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

3. CONCLUSÃO

Pode-se concluir que o líder deve ser uma pessoa com extrema sensibilidade para o momento e que disponha de todas as informações necessárias possíveis para a tomada de decisão, pois, citando John Maxwell, “os resultados atingem não só o líder, mas também os subordinados e toda a organização”. A responsabilidade que recai sobre seus ombros é bastante substancial nos dias de hoje, pois o cenário é de rápidas mudanças, onde é gerado uma gama diversa de necessidades e oportunidades a todo instante. Ter a antevisão, prevendo necessidades e provendo soluções, fará com que o grupo, ao qual pertence, possa melhor adaptar-se, enfrentando as mudanças nas melhores condições. Dessa forma assegurando a sobrevivência do grupo e a liderança por ele encabeçada.


ADMINISTRADORA JOÊNIA FREITAS

 

TIPOS DE LÍDERES

RESUMO

O objetivo principal do presente trabalho é analisar a importância do que é liderança, o significado da palavra líder e, os tipos de líderes existentes no contexto literário e organizacional. Foi utilizada como metodologia o levantamento bibliográfico com foco na administração, liderança, gestão e psicologia já que, por meio de autores diversos, ter-se-á a fundamentação necessária, para a abordagem do tema. É imprescindível ressaltar que serão estudados os quatro principais tipos de líderes: sistemático, diretivo, ponderado e inspirador.

INTRODUÇÃO

Nos dias atuais, é possível observar que diversas organizações vêm modificando o “chefe”, seja no conteúdo ou apenas na nomenclatura, demonstrando que aquela figura, relacionada a poder, autoridade e, até mesmo, repressão, não está mais condizente com o caráter contemporâneo que as organizações tomam atualmente.

A liderança começa a ser tema de muitas discussões, pois trata de relação de influência e poder entre indivíduos. A questão da liderança e sua relação entre líder e liderado já vem sendo objeto de estudo na psicologia e na administração. A liderança é um fenômeno social e como tal trata não somente dos indivíduos, mas dos grupos e das equipes.

LIDERANÇA, LÍDER E OS NOVOS TEMPOS

Nessa nova, era a discussão sobre se liderança é ou não resultado de traços de personalidade, estilos na condução de indivíduos e grupos, ou marca de nascença torna-se espúria, deixa de fazer sentido. O que se quer, são pessoas que, abraçando uma causa (causas têm sempre o comportamento afetivo, apaixonado, forte), mobilizam outras a fim de que o conteúdo dessa causa torna-se realidade.

A liderança é a capacidade de usar diferentes formas de poder para influenciar de vários modos seus seguidores. Pode até faltar os recursos, só não pode faltar à criatividade para criá-los (SANT’ANNA, 2010, p. 4).

Assim, pode-se perceber que a função adequada do líder não é mandar e sim liderar, desenvolver a liderança, ou seja, é o indivíduo que exercita sua capacidade de persuasão, argumentação e carisma. Líder é o condutor, o guia, aquele que comanda. Ser líder é ter uma visão global, uma relação entre o homem e o seu ambiente de trabalho. É saber ensinar e também aprender, sendo este último de vital importância, ou de maior importância.

TIPOS DE LÍDERES

Jung Carl, 1914 classificou em quatro os tipos de líderes, conforme abaixo:

O Líder Sistemático analisa e planeja tudo cuidadosamente, impõe lógica e estrutura às tarefas e exige dos subordinados os seus próprios padrões de perfeição. Executa o trabalho de forma objetiva e segura, mas, quando a situação exige súbitas mudanças de rumo, sua falta de flexibilidade pode estressar a equipe.

O Líder Diretivo assume a responsabilidade pela tarefa e define quem deverá executá-la, como e quando. Dá um claro senso de direção para seus subordinados e, em momentos de crise, encarrega-se também de tirá-los das dificuldades. Negocia e estimula, mas muitas vezes é visto como autoritário pela sua equipe.

O Líder Ponderado quer harmonia no grupo e o melhor relacionamento entre todos, criando um clima de trabalho confortável. Segue procedimentos testados e ajustados e estabelece um ritmo de trabalho fácil para todos. A desvantagem é que, por apresentar poucos desafios à sua equipe, não estimula o seu crescimento.

Já o Líder Inspirador visualiza a tarefa como um todo. Considera todas as possibilidades e muda a direção do trabalho de acordo com a situação. É espontâneo, corajoso, entusiasta e aumenta o nível de energia em seu grupo. Mas em situações que pedem decisões rápidas e objetivas, pode deixar sua equipe confusa e menos eficiente.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 De acordo com o estudo foi possível mensurar os diversos tipos e estilos de liderança cada uma demonstrando características peculiares não somente do líder e de sua atuação, mas de seu grupo de comandados. Assim, pode-se perceber que muitos dos líderes podem possuir estilos diferenciados complementando os tipos nos quais eles são enquadrados. O que mais chama a atenção é que mesmo a sociedade observando a necessidade da mudança no que concerne a comando e comandante, ou seja, mudar aquela figura de chefe que manda, desmanda, detém o poder, se faz necessário o líder que deve trabalha com o grupo, deve trabalhar o grupo, para que este possa ser cada vez mais organizado e produtivo. Porém, foi identificado que ainda existem “chefes” sob o nome de líder, demonstrando total autoridade perante seus liderados - que ainda são subordinados - fazendo com que o grupo de trabalho seja distante, desunido e desmotivado para o desenvolvimento de qualquer tipo de trabalho conjunto.

 REFERÊNCIAS

SANT’ANNA, V. Liderança e seus tipos. Disponível em: www.lidersantanna.com.br/tipos. Acesso em: 23/07/2011.

VERGARA, Sylvia Constant, Gestão de Pessoas. Ed. Atlas. pg. 83, 3ª ed. 2003


ADMINISTRADOR JUSCELINO BISPO

A LEI DO CIRCULO ÍNTIMO

 

O bom Líder atualmente é aquele que consegue influenciar as pessoas, fazendo com que elas executem tarefas por prazer e satisfação e não por temor ou obrigação, o líder não está a frente de uma equipe para mandar, e sim para abrir caminhos e proporcionar as melhores condições para que sua equipe possa produzir. O mundo contemporâneo exige uma nova forma de liderança “empowerment”, ou seja, delegação de autoridade. O potencial do líder e determinado pelas pessoas mais próximas dele. Se essas pessoas forem fortes, o líder pode realizar grandes coisas. Se forem fracas, nada se fará. ”O líder encontra grandeza no grupo, e ajuda os membros a encontrá-la em si mesmos.” Warren Bennis.

Identificamos que um círculo íntimo de um Líder não se constrói apenas por aquilo que eles podem fazer. O caráter e o conceito que se tem do líder é de vital importância para o seu sucesso. Um verdadeiro Líder deve identificar as qualidades interiores das pessoas, antes de olhar para sua experiência ou habilidades. Não se pode liderar uma equipe apenas focada na produtividade e nos resultados, é necessário enxergar pessoas. Em uma equipe, o líder precisa identificar as qualidades para poder extrair os resultados que precisa, Segundo o Livro 21 Minutos do Poder na Vida de um Líder, o escritor relaciona algumas dessas qualidades conforme segue abaixo.

Influencia

Tudo começa com a influência. Se você deseja ampliar o seu alcance, então precisa atrair e liderar outros líderes, não apenas seguidores. Foi o que Davi fez Na lista de guerreiros que vieram a Davi, registrada em 1 Crônicas 2:23-37, foram mencionados mais de 1.200 líderes.

Contatos

Aquilo que as pessoas sabem não é a única coisa que importa. Quem elas conhecem também é importante. Davi se salvou mais de uma vez da perseguição de Saul em função do aviso dado pelas pessoas que estavam com ele.

Atenção mútua

As pessoas que se preocupam com os outros tomam cuidados uns dos outros. As pessoas que compõem seu círculo íntimo devem animá-lo. Certamente Jônatas é o melhor exemplo de uma pessoa que dispensava atenção a Davi. Ele amou Davi incondicionalmente, encorajou-o e protegeu sua vida.

Motivação

As pessoas do seu círculo íntimo não devem reter você. Elas devem estimulá-lo. Devem permitir que você alcance mais do que poderia fazer sozinho. Os valentes de Davi eram grandes motivadores.

Desenvoltura

Os membros do círculo íntimo devem adicionar valor. Davi encorajava a desenvoltura entre seus liderados e com freqüência se beneficiava disso. Quando Davi planejava conquistar Jerusalém, por exemplo, propôs que o homem que liderasse o ataque a Jerusalém seria feito comandante do exército (1 Crônicas 11:4-9). Foi assim que Joabe se tornou comandante.

Bom caráter

Sem qualquer sombra de dúvida, o caráter é a maior de todas as qualidades necessárias a um membro do círculo íntimo. Pessoas do círculo íntimo de Davi que possuíam fraqueza de caráter, como seu filho Absalão, foram um alto preço pago por Davi. Porém, pessoas de caráter como o profeta Natã sempre ajudaram Davi a sair de confusões. Natã nunca se encolheu diante dos erros de seu rei; ao contrário, relatava tudo o que acontecia. Por isso é que Davi lhe era grato. Davi sabia que o arrependimento abria a porta da restauração que leva de volta a Deus.

Responsabilidade

As pessoas mais próximas de você jamais devem deixá-lo na mão. Se você pedir que elas conduzam a bola pelo time todo, elas precisam ser capazes — e estarem dispostas — a fazê-lo. Os companheiros de Davi eram excepcionais neste quesito. Fizeram da causa de Davi a sua própria.

Competência

Você não vai conseguir fazer nada se os seus liderados não forem capazes de fazer a sua parte Ninguém precisa ser um faz-tudo —embora seja bom ter pessoas assim na equipe —mas todas as pessoas de seu círculo íntimo precisam executar suas tarefas com excelência. A habilidade dos liderados de Davi é um dos elementos que o fizeram ser grande.

Intuição

Conforme explicado na Lei da Intuição, toda pessoa é naturalmente in tuitiva em sua área de especialização. Isso não quer dizer que todas as pessoas fazem uso de sua intuição. Quando procurar pessoas para seu círculo íntimo, confie em pessoas que aprenderam a confiar em seus instintos.

REFERÊNCIAS

 

Os 21 Minutos de Poder na Vida de um Líder, John C. Maxwell Thomas Nelson, Setembro de 2000

http://www.lideraonline.com.br/